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METROVIÁRIOS SP

Juízes amigos de Alckmin e dos empresários derrubam liminar e mantêm venda do metrô

quinta-feira 18 de janeiro| Edição do dia

Com a ajuda de juízes amigos do governador tucano e favoráveis à entrega do metrô para os lucros privados, o governo de São Paulo conseguiu cassar duas liminares que suspenderam o leilão, marcado para esta sexta-feira, na B3, das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do Metrô.

Foram cinco pedidos de liminar, dos quais três foram negados e dois concedidas. Agora, essas duas liminares foram cassadas. O acatamento da liminar foi resultado da força da greve dos metroviários, com enorme apoio da população.

Como anunciamos mais cedo, sabíamos que o governo trataria de acionar o judiciário golpista e anti-operário para reverter a decisão; o judiciário rapidamente atendeu ao pedido de Alckmin e dos empresários sedentos por submeter o serviço de transporte metroviário a seus lucros. A sanha pela privatização não é apenas do neoliberal Alckmin: é também do judiciário.

Repudiamos a decisão da justiça em permitir este leilão ilegítimo e fraudulento, com cartas marcadas, para a concessão do serviço metroviário ao consórcio CCR. A luta dos trabalhadores do metrô de SP seguirá contra a privatização, mas também para que os trabalhadores e usuários sejam aqueles que administrem o transporte público.

Como disse Marília Rocha, diretora do Sindicato dos metroviários de SP: "Enquanto estiver nas mãos dos governos dos empresários e dos capitalistas, um serviço estratégico como o do metrô, numa grande metrópole como São Paulo, sempre apresentará problemas como a precarização do transporte, aumento de tarifas e a superlotação.

Defendemos que o metrô seja 100% estatal, sem nenhuma participação de empresários, que só querem lucrar com nossas tragédias. Essa estatização deve ser completa, sem nenhuma indenização aos capitalistas. Mas isso não basta: para estar realmente a serviço da população, deve estar controlado pelos trabalhadores do transporte e usuários, auto-organizados em comitês operário-populares, que definam toda a planificação da malha metroviária (para onde devem ir os novos trechos, as novas linhas para atender as populações mais afastadas, que não tem acesso a esse serviço, onde investir a verba pública, etc).

Os trabalhadores e usuários são os únicos que podem colocar o transporte a serviço da maioria da população trabalhadora, porque sabem o que é necessário ao utilizar e trabalhar neste serviço todos os dias."

Todos ao ato amanhã, 9h, em frente à bolsa de valores! Chamamos a população a seguir apoiando a luta dos metroviários contra a privatização!




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