Política

DIREITA REAÇA MOSTRANDO A CARA

Juíza não se arrepende por divulgar mentira sobre Marielle e pede paredão para Jean Wyllys

segunda-feira 19 de março| Edição do dia

A desembargadora Marília Neves, das alturas do TJ-RJ, segue proliferando mentiras reacionárias através do seu facebook. Ao jornal O Dia, ela seguiu dizendo que sua atitude foi correta. Perguntada pela matéria qual era sua opinião disse "não tenho opinião".

Sobre a calúnia compartilhada nesta última sexta-feira, aonde afirmou que Marielle teria ligação com o tráfico, teve a coragem de mentir novamente, dizendo que "ninguém contestou a veracidade deles. Nem o Psol, nem a família (de Marielle)". Mentindo novamente, pois deverá ser alvo de processo por calúnia, além do PSOL ter entrado no CNJ com uma representação contra ela.

Mostrando como odeia os direitos humanos, em comentários em outro post, a desembargadora ainda afirma que Jean Wyllis merecia ir para o paredão, segundo ela, "embora não valha a bala que o mata". Questionada pelo O Dia, a juíza afirmou que se trataria de uma "ironia" com o apoio do deputado à Cuba. O "senso de humor" do judiciário está à mil, para dar risada das violações de direitos humanos cometidas pelo próprio estado brasileiro enquanto políticos, capitalistas e juízes vivem do bom e do melhor!

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"Em momento algum eu disse que era magistrada. Em momento algum eu me referi ao meu cargo. Ali eu estava discutindo como uma cidadã comum que paga imposto e que lê o Facebook", disse Marília. A verdade é totalmente oposta: com um salário que chegou a R$ 74 mil reais em novembro passado, a desembargadora tem a confiança de que seus colegas juízes defensores do auxílio-moradia (bolsa toga), não irão repreendê-la.

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O mais chocante ainda é a desembargadora querer se passar por "cidadã que paga impostos", enquanto vive o luxo da vida do judiciário pago pelos impostos arrecadados diretamente do bolso dos trabalhadores, que nunca nem pensaram na possibilidade de ter um auxílio-moradia, menos ainda um de 4 mil reais, mais ou menos 4 vezes o que a maioria dos trabalhadores recebem de salário sem nenhum tipo de auxílio.

Enquanto vive no luxo pago pelo nosso bolso, desembargadora diz que "deu sua opinião apenas como cidadã que paga impostos".

Já contra os pobres, os negros, e os trabalhadores, esta justiça é mordaz, condenando de antemão, assim como fez Marília Neves, vítimas inocentes tratadas como "suspeitos", só pelo fato de serem negras ou pobres e moradoras de favela.

O racismo institucional, presente de maneira aguda dentro do aparelho repressivo (polícias, tribunais e prisões), se manifesta de maneira aguda com o caso do assassinato de Marielle e de seu motorista Anderson. Uma democracia da bala, sustentada pelos herdeiros daqueles donos de escravos de pouco mais de um século atrás, que financia este judiciário e a polícia para manter negros e pobres sob a mira de seu "gatilho fácil".

Por isso não podemos confiar que este mesmo estado vá investigar o caso de Marielle e punir os culpados, ou seja, os grandes poderosos que contrataram os assassinos e foram mandantes do crime que, ao que tudo indica, teve envolvimento direto ou indireto da própria polícia. Por isso é preciso ocupar as ruas e exigir que uma comissão independente de ativistas de direitos humanos e juristas, advogados, representantes sindicais e de movimentos populares investiguem o caso!

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