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Judiciário tem 79 milhões de processos não julgados e custou 84 bilhões em um ano

terça-feira 5 de setembro| Edição do dia

Os processos sem resolução dentro da justiça alcançou o número de 79,7 milhões, aumentando em 3,6% em relação ao ano anterior. O Poder judiciário notoriamente é um dos que mais caros do país, em especial porque a prática de juízes receberam acima do teto constitucional de 33 mil é generalizada. Por isso também, do alto dos seus privilégios, os Juízes não tem nenhuma pressa em julgar os processos. Quando o julgam, muitas vezes é em causa própria ou contra a causa dos trabalhadores e em favor dos interesses dos poderosos.

Esta mesma justiça, no último ano, custou R$ 84,8 bilhões de reais para os cofres públicos, dente estes 75,9 bilhões foram gasto com pessoal. O gasto exorbitante pode ser explicado por outro dado: o custo médio mensal de um juiz é de R$ 47,7 mil reais, R$ 10 mil reais acima do teto constitucional de R$ 33,7 mil.

A única exceção em toda esta regra é a Justiça do Trabalho que sofre inúmeros cortes, porque os capitalistas, membros da casta política e até do judiciário, entusiastas da reforma trabalhista, querem acabar que ela acabe de vez e que o trabalhador não tenha nem aonde reclamar.

Com uma justiça destas, não é de se espantar por exemplo que o Juiz que recebeu 500 mil reais sinta-se imune para também dizer que o Brasil é um manicômio de leis, ou ainda que capitalistas prefiram juízes muito bem pagos para que se sintam como parte da mesma classe, com muitos privilégios para garantir uma justiça burguesa que libere capitalistas como Jacob Barata Jr. solto por Gilmar Mendes, enquanto mantém Rafael Braga preso e 40% da população carcerária presa sem julgamento.




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