JUDICIÁRIO

Judiciário inviabiliza ida de Lula ao velório do irmão: exigimos sua liberdade imediata

quarta-feira 30 de janeiro| Edição do dia

Imagem: Jorge William/ Extra

A juíza da Vara de Execuções Penais de Curitiba, Carolina Lebbos, rejeitou, no início da madrugada desta quarta-feira, 30, o pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que pudesse comparecer ao velório do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, em São Bernardo do Campo (SP). Vavá morreu nesta terça-feira, 29, e foi enterrado hoje. A PF atendeu o pedido da juíza através do superintendente Luciano Flores de Lima de negar a soltura de Lula, cometendo mais uma ação extremamente autoritária e arbitrária.

O ofício passou por 3 instituições que vem atuando como gigantes, a favor de si próprios, e da mudança do regime político brasileiro a direita e contra os direitos democráticos: O Ministério Público, a Polícia Federal e a Magistratura. A magistrada acolheu manifestação do MPF e seguiu ofício da PF, que negou, em decisão administrativa, o comparecimento do petista ao velório. Depois desse longo rito que apontou problemas "logísticos" (!) para negar o pedido, o ministro do STF Dias Toffoli, para "lavar a cara" do judiciário após enorme repercussão negativa, autorizou a ida de Lula ao velório, mas já tão em cima do sepultamento que Lula não pôde comparecer a tempo.

Novamente o autoritarismo do judiciário se fez presente. Depois de remexer cada pequeno detalhe da política nacional no ano passado (com Dias Toffoli sendo ator central neste jogo), com a prisão arbitrária de Lula e garantindo o processo eleitoral mais manipulado da história recente, novamente o Judiciário reafirma o caráter bonapartista do regime brasileiro.

Mesmo não concordando com a estratégia petista, nos opomos a pecha do autoritarismo do judiciário que sequestra os direitos democráticos. O judiciário condenou Lula sem provas, e permanece atuando coercitivamente, negando na prática um direito mínimo de um condenado de ir ao velório de parente morto. Se faz isso com Lula está legitimado perante o regime a fazer o mesmo com qualquer líder sindical e político da classe trabalhadora.

Nesse sentido, mais uma vez nós do Esquerda Diário e do MRT levantamos a necessidade de lutar contra o avanço do autoritarismo judiciário, e mesmo sem apoiar o projeto de conciliação do PT, exigimos a liberdade imediata de Lula. Que as centrais sindicais saiam de sua paralisia e crie um plano de lutas que seja capaz de enfrentar o autoritarismo, Bolsonaro e os ataques.




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