Judiciário golpista veta entrevista de Lula

Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu na noite de sexta-feira (28) a liminar de Ricardo Lewandowski que concedia o direito de entrevista de Lula para a Folha de São Paulo.

sábado 29 de setembro| Edição do dia

A medida de Fux, que impede a entrevista de Lula, é parte de todo avanço bonapartista do judiciário nessas eleições manipuladas. O crescente autoritarismo dos senhores de toga, bem como a massiva politização das Forças Armadas à direita, que, inclusive, foi responsável por ações em sedes do PCdoB e PT para confiscar materiais de campanha que faziam referência a LuLa, é a demonstração de como o judiciário, que arrancou o direito do povo decidir em quem votar mantendo a prisão arbitrária de Lula, segue com a “máquina” a todo vapor na manipulação dessas eleições.

A decisão de Fux, valendo-se de um procedimento raro, que é um ministro conceder uma liminar contra uma liminar de outro ministro, escancara as visões de um judiciário que, para garantir os ataques contra os trabalhadores, se volta para posições como a pactuação por um regime mais a direita do que o de 88 com ajuda do PT ou a continuação da Lava Jato com seu métodos autoritários, reencarnando divisões anteriores do judiciário em suas das alas no que tange ao que fazer do regime político, mas que prontamente se unificam para garantir ataques aos trabalhadores, como a reforma trabalhista e a terceirização irrestrita.

A liminar do ministro Fux, além do mais, inclui um expresso pedido de censura da entrevista foi feita por, nada mais nada menos, do que o partido do banqueiro do Banco Itaú, João Amoêdo. O bonapartismo de toga e os capitalistas, mais uma vez, mostram seu autoritarismo e a degradação do regime político para garantir a continuidade do golpismo, rasgando direitos democráticos elementares como o de conceder uma entrevista.

“Determino que o requerido Luiz Inácio Lula da Silva se abstenha de realizar entrevista ou declaração a qualquer meio de comunicação, seja a imprensa ou outro veículo destinado à transmissão de informação para o público em geral”, escreveu Fux.

A decisão de Fux vai contra, até mesmo, do comum, em casos de presos que em muitos casos concedem entrevistas a jornais no país, principalmente em casos de grande repercussão. Porém, todo processo arbitrário que pesa contra Lula impede que, além de sua candidatura, ele não possa se expressar para fora da prisão.

Fux continua, “determino, ainda, caso qualquer entrevista ou declaração já tenha sido realizada por parte do aludido requerido, a proibição da divulgação do seu conteúdo por qualquer forma, sob pena da configuração de crime de desobediência.”

A Folha de São Paulo protestou em seu site afirmando que se trata da maior censura desde a ditadura. Esse tom duro da Folha mostra como também dentro da mídia há divisões sobre como continuar o golpismo no país, com um pacto com o PT à direita de 88 ou em sua continuidade direta.

Os senhores de toga com seus altos salários e privilégios, numa crescente escalada autoritária, se dedicam mais uma vez ao golpismo e sua continuidade, que garanta os ataques mais duros contra os trabalhadores, seja nas medidas aplicadas por Temer até então ou pela pavimentação de um caminho mais favorável aos ataques no período pós eleição.




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