Juventude

REPRESSÃO

Judiciário golpista proíbe reunião de estudantes da UFPR que querem responder a ataque bolsonarista contra estudante

Estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foram proibidos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) de fazer uma reunião sobre os ataques de apoiadores do Bolsonaro (PSL), incluindo a agressão violenta a um estudante da própria universidade que estava com um boné do MST. Nós da Faísca rechaçamos os métodos de censura e repressão desse Judiciário golpista, que fortalecem Bolsonaro e a extrema direita autoritária e querem calar a juventude.

sábado 13 de outubro de 2018| Edição do dia

Na última semana, perdemos Mestre Moa, esfaqueado por criticar Bolsonaro em Salvador. Uma estudante teve uma suástica feita a canivete na barriga, por apoiadores do candidato. Um estudante da UFPR foi brutalmente violentado com garrafas de vidro quebradas por quatro homens que gritavam “aqui é Bolsonaro”.

Comitês, assembleias e reuniões estão sendo chamadas em várias universidades do país contra a extrema direita e os ataques que vêm crescendo. No estado do golpista Sérgio Moro, o TRE-PR vetou a reunião na Universidade Federal do Paraná por considera-lá “propaganda a ser veiculada em imóvel pertencente à administração pública indireta da União”. A reunião aconteceria na última quarta-feira, dia 11, e estava sendo convocada pelo DCE da universidade, com o nome "Reunião aberta: #EleNão".

Nessas eleições profundamente manipuladas, em que o judiciário foi fator chave para a continuidade do golpe institucional, apoiado na crescente politização das Forças Armadas, a burguesia cada dia comprova mais que quer avançar para construir um regime mais à direita para aplicar os ataques à classe trabalhadora e a juventude, ancorando-se no autoritarismo de Bolsonaro.

A proibição da reunião na UFPR é um verdadeiro ato de censura e repressão ao movimento estudantil que repudiamos fortemente. É expressão da tentativa de calar a voz da juventude, das mulheres, dos LGBT’s, negros e negras e dos trabalhadores que querem responder à extrema direita.

É mentira que Bolsonaro repudia os ataques que vêm acontecendo em todo o país

A demagogia que agora aparece com Bolsonaro nas propagandas eleitorais repudiando os ataques em todo país busca esconder seu autoritarismo que quer, pela força e repressão, ser a continuidade selvagem de Temer. Neste momento tem apoio dos setores do golpismo, da mídia, de empresários que obrigam seus funcionários a apoiá-lo com ameaças, de setores da burguesia nacional e internacional.

Os ataques bolsonaristas são para tentar conter pelo medo os setores que podem se levantar e para impor à força um projeto de país que escraviza a classe trabalhadora e a juventude.

Precisamos de milhares de comitês contra Bolsonaro em todo o país

Para derrotar os ataques da direita, nós da Faísca levantamos que é preciso organizar milhares de comitês de base por todo o país, nas universidades, escolas e fábricas para organizar a luta para derrotar Bolsonaro, o golpismo e suas reformas e a auto-defesa contra esses ataques.

Também acompanhamos todos e todas que querem expressar seu rechaço nas urnas e votamos criticamente no Haddad, mas sem qualquer tipo de apoio político ao PT, pois sua estratégia meramente eleitoral, querendo canalizar esse ódio às urnas, tem se provado impotente para enfrentar o avanço do golpe. Apenas a organização da juventude e dos trabalhadores para o combate na luta de classes é capaz de derrotar essa extrema direita, os golpistas e fazer com que sejam os capitalistas a pagarem pela crise.




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