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Jucá quer acelerar votação de um fundo eleitoral que privilegia partidos defensores das reformas

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nesta terça-feira, 4, haver um acordo com o relator da reforma política na Câmara, para votar ao menos a criação de um fundo eleitoral para as campanhas do ano que vem e que privilegie financeiramente o PMDB e outros partidos corruptos e que defendem as reformas trabalhista e da previdência.

terça-feira 4 de julho| Edição do dia

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nesta terça-feira, 4, haver um acordo com o relator da reforma política na Câmara, O relator da reforma política, deputado Vicente Cândido (PT-SP), para votar, dentre outros pontos, ao menos a criação de um fundo eleitoral para as campanhas do ano que vem e que privilegie financeiramente o PMDB, alem de outros partidos corruptos e que defendem as reformas trabalhista e da previdência

Jucá e Cândido se reuniram na manhã desta terça-feira para definir os detalhes. O petista concordou com a proposta de considerar a bancada atual do Senado na divisão do fundo, estimado em R$ 3,5 bilhões. Com isso, o PMDB deve ser beneficiado e ficar com a maior parcela.

"A bancada do Senado nunca foi usada, mas faz sentido, porque 54 cadeiras serão renovadas no Senado. O PMDB tem a maior bancada do Senado, é o maior partido hoje. Tem prefeitos, governadores, senadores e deputados. Então, é justo que ele tenha um pouco a mais, um plus, na distribuição do fundo. Mas também não pode ser tanto que chegue a prejudicar os demais partidos", disse Cândido após o encontro.

Saiba mais: Jucá quer maior parte do financiamento público de campanha para tirar o PMDB da fossa

Será um fundo para financiar os mesmos velhos partidos do Congresso, cujos políticos estão regados a privilégios de toda espécie e atolados em corrupção. Além disso, na prática será um fundo que financiará que os partidos defensores das reformas possam ser eleitos ano que vem, pois quase nenhuma parte desse dinheiro será destinado aos partidos menores da esquerda (a não ser o PSOL) e que se enfrentam com as reformas.

A criação o fundo deverá ser acrescida a uma proposta de emenda constitucional (PEC) que já está em discussão na Câmara e trata de outros temas, como o sistema eleitoral vigente. Desta forma, segundo Jucá, a tramitação será mais rápida.

"Na questão do financiamento, como o trâmite da Câmara é mais difícil, é melhor que comece pela Câmara e o Senado faça seu trabalho como casa revisora", disse Jucá.

"É uma necessidade imperiosa (aprovar o fundo). A questão da forma de eleição também é fundamental. Temos que entregar uma mudança no processo político eleitoral à população brasileira. Eles têm cobrado isso. Essa reforma política tem ser para valer, tem que ser dura, tem que ser clara. E nós estamos dispostos a aprovar isso", disse Jucá.

Segundo Cândido, ele vai consultar líderes partidários para tentar colocar em votação até amanhã parte do projeto que trata do tema. Ainda não há consenso se o modelo eleitoral que vai vigorar na disputa eleitoral do ano que vem será o chamado distritão, que acaba com o quociente eleitoral, ou o modelo atual, mas com alguns ajustes.

Essas medidas visam excluir os partidos de esquerda do processo eleitoral, impedir que sejam impulsionadas idéias de esquerda durante as eleições, que lancemos candidaturas independentes da burguesia, que haja uma alternativa política para os trabalhadores e dessa forma pretendem perpetuar os mesmos partidos corruptos tradicionais no poder.




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