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Jornalistas especulam que Temer nomearia Yves Gandra do TSE, saiba quem ele é

sexta-feira 20 de janeiro de 2017| Edição do dia

Após a morte de Teori Zavascki, ministro relator da Lava-Jato, segundo o Regimento Interno do STF, seu substituto deverá ser nomeado pelo presidente da República e ratificado pelo Senado. Ou seja, o trágico acidente de Teori dará poder a Temer e aos senadores de decidir sobre os rumos da investigação.

Diversos jornalistas têm especulado que quem ficará com o cargo de substituto de ministro será Ives Gandra Martins Filho, atual presidente do TST e conhecido pelo seu histórico de atacar direitos trabalhistas a favor dos patrões e de seu apoio a flexibilização da CLT.

Segundo Ives, o ano de 2016 foi ano de “crescimento e aprendizagem em todos os sentidos”, exaltando o governo Temer apesar do ano de aprofundamento da crise econômica seguido de diversos ataques aos direitos sociais e da PEC do congelamento dos gastos públicos, obviamente se posicionando ao lado daqueles com quem compartilha os mesmos interesses, postura demonstrada de maneira muito clara neste artigo escrito por diversos juízes e desembargadores do trabalho de todo o país.

Além disso, existe a preocupação por parte da ala mais conservadora do Senado, aliados a Temer, com a escolha do novo ministro em relação a demandas democráticas e direitos sociais, como legalização do aborto e das drogas. Os senadores reclamam que existem muitos membros progressistas no STF e agora a tendência é que o novo candidato seja aliado a eles. Ives é representante da ala mais conservadora da Igreja Católica e tem adeptos entre os setores evangélicos, candidato perfeito para judiciar contra as mulheres, negros, pobres e LGBTs a favor do maquinário lucrativo da proibição, da repressão e da criminalização da pobreza.

Por ser um nome que não está diretamente ligado ao governo do PMDB, o novo ministro aparentaria maior imparcialidade durante o processo de investigação, segundo os próprios aliados do governo Temer, o que nos faz questionar do por quê existe a obrigatoriedade dos cargos judiciários serem contratados por indicação e não por eleições direitas com mandatos revogáveis, como deveria ser para todos os representantes políticos.

São estes juízes e políticos que fazem parte da mesma casta que vive às custas dos trabalhadores, oprimidos e marginalizados, recebendo salários milionários em plena época de crise econômica, porque defendem os interesses privados das grandes corporações.




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