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MARIELLE FRANCO

Jornalistas da EBC são orientados a abafar repercussão sobre assassinato de Marielle Franco

Nessa terça-feira (12), jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) – empresa pública que possui um conglomerado de mídia no Brasil - receberam mensagens dos gerentes que orientavam a diminuição da quantidade de matérias sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes, que completa 1 ano nessa quinta-feira (14).

quarta-feira 13 de março| Edição do dia

Foto: reprodução do Facebook

Nessa terça-feira (12), jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) – empresa pública que possui um conglomerado de mídia no Brasil - receberam mensagens dos gerentes que orientavam a diminuição da quantidade de matérias sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes, que completa 1 ano nessa quinta-feira (14).

Um dos e-mails recomendava que sequer fossem cobertas as manifestações contra os assassinatos ocorridos. A orientação causou indignação na equipe, que protestou com a consigna “Não vão nos calar! Marielle presente!” e denunciou o caso publicamente. Além de se posicionarem contra o ocorrido, recorreram ao Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal para entrar com uma representação no Ministério Público Federal para apurar o abuso.

O coordenador do sindicato afirma que essas orientações não são compatíveis com a missão dessa empresa pública federal, que cumpriria a função de “ampliar o debate público sobre temas nacionais e internacionais, de fomentar a construção da cidadania, com uma programação educativa, inclusiva, artística, cultural, informativa, científica e de interesse público, com foco no cidadão".

Essa orientação vem justamente após a prisão de dois suspeitos, que eram ex policiais, justamente no mesmo condomínio onde mora o presidente Jair Bolsonaro.

Nesse mês de março tem se mostrado bastante o impacto que causou esses assassinatos, desde homenagens nos desfiles de carnaval, até exigências de justiça por Marielle nas marchas do dia das mulheres, tanto nacional, quanto internacionalmente. No entanto, a questão está longe de ser esquecida porque ainda prima a pergunta: quem mandou matar Marielle Franco? É essencial seguir na luta contra a intervenção militar no RJ e exigir do Estado uma investigação independente para apurar o caso que já vai completar um ano.




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