Política

CAIXA 2 DE BOLSONARO

Jornalista que denunciou Caixa 2 recebe ofensas machistas de apoiadores de Bolsonaro

Patrícia Campos Mello, autora da denúncia do Caixa 2 do Bolsonaro, é perseguida nas redes sociais por apoiadores de Jair Bolsonaro. Diversos ataques foram feitos e xingamentos de machistas e de ataque à militantes e ativistas de esquerda, seguindo os passos do reacionário e escravista Bolsonaro.

quinta-feira 18 de outubro| Edição do dia

A denúncia do envolvimento de Jair Bolsonaro (PSL) com uma imensa operação fraudulenta em sua campanha, esquema que injetou R$12 milhões em sua campanha envolvendo um grande grupo de empresários, veio à tona nesta quinta-feira (18), através de matéria publicada pela Folha de São Paulo. A campanha de Bolsonaro já sabidamente pautada na disseminação de milhares de notícias falsas via WhatsApp, foi agora associada à um esquema ilegal, tanto pela quantia exorbitante injetada em sua campanha sem declaração ao TSE, quanto pela própria prática de compra "pacotes de disparo em massa de mensagens" via Whatsapp com objetivo eleitoral.

A autora desta denúncia foi Patrícia Campos Mello, jornalista da Folha e que após poucos minutos de divulgação do caixa 2 de Bolsonaro foi bombardeada de ameças e ofensas na internet por apoiadores do candidato do PSL.

Uma das apoiadoras de Jair Bolsonaro escreveu no Twitter utilizando a #PutinhasDoPT: "Mais uma canalha imunda militante esquerdista, quando Bolsonaro ganhar temos que combater esses canalhas com ferro e fogo se é que me entendem, sem misericórdia contra esses vagabundos”, fazendo alusão aos conteúdos já disparados constantemente por Bolsonaro e seus filhos, que afirmam que irão perseguir os militantes de esquerda, ativistas e que idolatram a ditadura e seus torturadores. Os xingamentos machistas foram constantemente utilizados pelos bolsonaristas contra Patrícia, como "puta vagabunda".

Patrícia, que já havia se declarado "de esquerda" em um vídeo, foi hostilizada nas redes sociais por trazer à tona o verdadeiro caráter de Jair Bolsonaro, que o próprio junto aos seus marketeiros tenta esconder à qualquer custo.

É preciso combater Bolsonaro e todo o seu projeto de governo completamente neoliberal, que está à serviço de aplicar ataques contra a classe trabalhadora, retirando seus direitos trabalhistas como o 13º, além de um longa lista de privatizações. Para isso, é preciso organizar comitês de base em locais de trabalho e estudo, levantando uma mobilização capaz de combater Bolsonaro, os golpistas e as reformas, com uma resposta que faça com que os capitalistas paguem pela crise e não descarreguem nas costas da classe trabalhadora.




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