Gênero e sexualidade

FEMINÍCIDIO EM MG

Jornalista que cometeu feminicídio contra ex-companheira é condenado a 20 anos de prisão

quinta-feira 17 de agosto| Edição do dia

Foto: Adelino Júnior / Pontal em Foco

A Justiça de Minas Gerais condenou nesta quarta-feira, 16, o jornalista Marcos Ferreira da Silva a 20 anos de prisão pela morte da empresária Simone Marca, 30. Ela foi assassinada a facadas durante missa na catedral de São José, em Ituiutaba, em outubro do ano passado. O júri condenou Silva por homicídio triplamente qualificado e feminicídio. A defesa vai recorrer da decisão.

Na época, em áudio encaminhado à polícia, Silva confessou o crime. Antes, Simone Marca havia relatado a amigas e postado nas redes sociais que vinha sendo ameaçada pelo réu - que não aceitava a separação do casal após seis anos de relacionamento.

Enquanto milhares de feminicídios continuam acontecendo no Brasil, um dos países recordistas em violência contra as mulheres, a única resposta que o Estado dá é a do encarceramento - ou a completa impunidade, em muitos casos. É uma resposta que procura individualizar a questão e que é impotente para resolver algo que está arraigado nos próprios fundamentos da sociedade, pois o capitalismo aumenta sua exploração utilizando-se e perpetuando a opressão às mulheres.

O punitivismo individual como proposta para supostamente acabar com os feminícidios é também uma forma de isentar a responsabilidade desse mesmo Estado que por sua lógica e estrutura machista, misógina e patriarcal mantém, é conivente e é um agente de todo tipo de violência contra as mulheres, em particular contra as trabalhadoras, negras e LBTs. Enquanto isso, medidas sociais, mesmo as mais elementares para combater a violência contra as mulheres, tais como a educação sobre as questões de gênero na escola, continuam sendo vetadas.

Basta de mulheres mortas pelo capitalismo e o machismo! Nem uma a menos!




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