Joesley volta ao Brasil para depor sobre repasses a Lula e Dilma

Após viagem para a China "por motivos de segurança" com autorização da justiça brasileira, Joesley Batista retorna ao Brasil para depor sobre propina e repasses de mais de 80 milhões de reais para os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

quarta-feira 14 de junho| Edição do dia

O empresário Joesley Batista retornou ao Brasil no domingo (11) para prestar esclarecimentos a procuradores da Lava Jato. Segundo informações divulgadas na noite dessa terça-feira (13) pela própria empresa, o empresário passou os últimos dias na China, e não nos Estados Unidos, como se supunha em função dos imóveis milhonários que ele possui em Nova York.

A empresa informou que ele não revelou que estava na China “por razões de segurança”, e viajou ao exterior “com autorização da Justiça Brasileira”. “Ele se ausentou do Brasil nos últimos dias para proteger a integridade de sua família, que sofreu reiteradas ameaças desde que ele se dispôs a colaborar com o Ministério Público”, escreveu a assessoria de Joesley, em nota.

Nesta segunda-feira (12), Joesley e o executivo Ricardo Saud, também da JBS, prestaram depoimento na Procuradoria-Geral da República no Distrito Federal, no âmbito da Operação Bullish, que investiga fraudes no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para explicar as informações prestadas nos termos de colaboração fechado com a operação Lava Jato que envolvem contas no exterior com recursos de propina e repasses de mais de 80 milhões de reais para os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, no exterior.

De fato a justiça brasileira autorizou a saida do país ao empresário, e por isso ele pode viajar pelo mundo, sem dar informações de seu paradeiro e sequer justificativa. A Procuradoria-Geral da República presenteou Joesley e o irmão com imunidade total. Dessa forma, não terão que usar tornozeleiras eletrônicas, a eles não foi atribuída nenhuma pena, sequer inquérito foi aberto pelo MPF contra os executivos e Fachin concedeu a liberdade para que deixem o país. Tudo isso com a justificativa de que o nível de gravidade das declarações feitas, a quantidade de provas entregues e a situação processual do grupo eram excepcionais. Ou seja, eles não poderão ser acusados formalmente pelos crimes que revelaram espontaneamente.

A Lava-Jato e o judiciário deixam livres para viajar pelo mundo e impunes os grandes empresários e os políticos corruptos, enquanto 40% dos presos nas cadeias do país sequer foram julgados, e são em sua maioria negros. Mais uma demonstração da arbitrariedade da justiça burguesa e de que não vai ser pelas mãos do judiciário e da justiça burguesa, racista e seletiva, que beneficia grandes capitalistas como no caso da JBS, que teremos uma saída progressista para a crise política do país, ou mesmo a resposta para o problema estrutural e endêmico do sistema capitalista que é corrupção.

Está na luta dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre, na construção de uma nova forte greve geral dia 30 de maio, que poderemos impor, por nossas mãos, a derrubada de Temer e a construção de uma nova Constituinte capaz de anular todas as reformas, inclusive toda série de ataques que os empresários junto aos políticos aplicam sobre os trabalhadores e jovens. Com essa Constituinte, e colocando abaixo as reformas, estaremos em condições reais de acabar com a corrupção no país, estatizando as empresas corruptas e colocando sob o controle dos seus próprios trabalhadores, fazendo com que os capitalistas paguem pela crise que eles mesmos criaram.




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