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DIRETAS JÁ

Joaquim Barbosa, defensor de diretas, admite possível candidatura

Em conversa com jornalistas, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal à época do julgamento do mensalão, Joaquim Barbosa, falou sobre a situação nacional e sua possível candidatura à presidência. Embora afirme que ainda está hesitante, Barbosa deixou escapar que está tendo conversas com a Rede de Marina Silva e com o PSB.

quinta-feira 8 de junho| Edição do dia

"Já conversei com líderes de partidos políticos, dois ou três. Até mesmo quando estava no Supremo fui sondado, sondagens superficiais. Ano passado, tive conversas com Marina Silva. Mais recentemente, tive conversas, troca de impressões, com a direção do PSB", disse. "Mas nada de concreto em termos de oferta de legenda para candidatura, mesmo porque eu não sei se eu decidiria dar este passo. Eu hesito", disse o ex-ministro.

Na época do julgamento do Mensalão, Joaquim Barbosa já era cogitado como possível candidato para presidência da república, chegando a liderar algumas pesquisas. A própria revista Veja, em 2012, lhe dedicou a capa e uma reportagem bastante elogiosa além de diversas matérias a seu respeito.

Sobre a situação nacional e o papel do judiciário, declarou:

"Passamos por um momento tempestuoso da vida política nacional, em que visivelmente os dois Poderes que representam a soberania popular, nossos representantes eleitos, não cumprem bem a sua missão constitucional
(...)
Cabe a essa corte (Supremo), como órgão de calibragem e moderação, ter uma vigilância redobrada sobretudo no que se passa no país. Isso é natural, sempre foi assim, mas não custa reafirmar”

Eleições diretas

“Eu acho que o momento é muito grave. Caso ocorra a vacância da Presidência da República, a decisão correta é essa: convocar o povo", disse o ex-ministro do Supremo.
Barbosa disse que deveria ter havido eleição direta após o impeachment de Dilma Rousseff. "Deveria ter sido tomada essa decisão há mais de um ano atrás, mas os interesses partidários e o jogo econômico é muito forte e não permite que essa decisão seja tomada. Ou seja, quem tomou o poder não quer largar. Os interesses maiores do país são deixados em segundo plano", disse.




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