Política

ELEIÇÕES 2016

João Doria pretende extinguir secretarias representativas das minorias se for eleito

Seguindo a linha do governo golpista, João Doria, candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, afirmou que se eleito vai cortar sete secretarias da administração municipal, entre elas LGBT, Mulheres, Igualdade Racial, Juventude e Pessoas com Deficiência.

quinta-feira 18 de agosto| Edição do dia

Depois de o governo golpista Temer extinguir o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, quando assumiu a presidência interinamente, é a vez do Candidato a Prefeito de São Paulo, João Doria, mostrar a que vem.

O candidato prometeu, se eleito, reduzir de 27 para 20 o número de secretarias na administração municipal. As pastas que o candidato do PSDB pretende cortar são nada menos do que: LGBT, Mulheres, Igualdade Racial, Juventude e Pessoas com Deficiência, justamente aquelas criadas para dar visibilidade e garantir os direitos das minorias.

Qualquer semelhança, não é mera coincidência! Desde o golpe institucional, a direita golpista tem se unido ainda mais para atacar a população negra, as mulheres, os LGBT e a juventude pobre, com uma forte ofensiva na retirada de seus direitos.

A desculpa, mais do que esfarrapada, é o corte de gastos. O tucano explica: "Não vamos mudar as políticas [desses setores]. Só não teremos mais secretarias". No entanto, a possível extinção das secretarias deixa claro o tipo de política pública que João Doria pretende implementar para a população que mais sofre com o racismo, a misoginia, a LGBTfobia e o preconceito: uma política que tenta a todo custo calar a voz dessas minorias na representação dita democrática.

Extinguir as pastas que representam essa população significa relegá-la ao lugar a que a política burguesa lhes destinou durante séculos, ou seja, nas valas mais obscuras da sociedade, sem representação e sem direitos. Por isso, os sindicatos e as entidades estudantis devem cada vez mais incluir essas pautas em suas mobilizações, e os movimentos LGBT, de Mulheres e de Negros precisam tomar as ruas e as urnas, dizendo não a essa direita golpista e ajustadora. Nenhum direito a menos!




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