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JOAO DORIA

João Doria lança projeto de privatização de presídios como ponto forte de sua campanha

João Doria, candidato a governador do estado de São Paulo, elege como ponto alto de seu projeto de governo a privatização de presídios: depois de tentar emplacar a reforma da previdência na prefeitura e ração como merenda, Doria quer lucrar em cima da vida de milhares de presos.

quinta-feira 2 de agosto| Edição do dia

João Doria, ex-prefeito de São Paulo e atual candidato a governador do estado, colocou em seu projeto de governo mais um elemento que mostra que sua política não pode ser mais higienista, elitista e de aliança com os interesses burgueses. Nada inovador, o projeto de governo para o estado de São Paulo nada mais é que uma agenda de ataques em escala ainda maior aos trabalhadores e ao povo pobre de São Paulo.

O novo ponto de seu projeto de governo é avançar para a privatização dos presídios paulistanos. O estado de São Paulo tem uma população carcerária de 227 mil, alocados em situações insalubres em 170 unidades prisionais. Doria vê na população carcerária uma imensa fonte de renda para seu governo: o ex-prefeito mira um projeto de parcerias público-privadas, como já acontece em Ribeirão das Neves (Minas Gerais).

O modelo de privatização dos sistemas prisionais tem como referência os Estados Unidos, onde ocorre uma verdadeira mercantilização do cárcere, aumentando ainda mais a influência de empresários deste ramo sobre os governos, para obter ainda mais concessões e lucrar em cima da vida de dezenas de milhares do povo pobre e negro encarcerado aos montes.

Estudos mostram que mais de 292 mil pessoas estão que estão encarceradas no Brasil sequer foram a julgamento. O sistema prisional e o judiciário se apoiam mutuamente constituindo uma verdadeira máquina de encarceramento do povo pobre e negro. O Brasil conta com mais de 700 mil presos, a terceira maior população carcerária do mundo, e um a cada três presos respondem a crimes ligados ao tráfico e a quarta maior população carcerária feminina do mundo. É claro que essas massas carcerárias não são os capitalistas que lucram milhões com o tráfico, mas os que estão na ponta de baixo, submetidos à barbárie do tráfico pelo desemprego e pela miséria (isso quando não são crimes forjados pela polícia, como no caso emblemático de Rafael Braga). Doria e seu projeto de governo se apoiarão no que há de miserável no sistema capitalista para lucrar, além do que já lucram sobre a vida dos trabalhadores, também sobre o encarceramento do povo pobre.




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