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João Doria exonera Controladora-Geral que investigava esquema de propina no "Cidade Limpa"

Laura Mendes de Barros era responsável pelas investigações de um esquema de cobrança de propinas conhecida como “Máfia da cidade limpa”.

terça-feira 22 de agosto| Edição do dia

A exoneração ocorreu duas semanas após Laura Mendes ter aberto processo de investigação sobre caso de servidores municipais que cobravam propina para liberar propaganda na cidade de São Paulo, burlando a lei da cidade limpa, vigente desde 2007.

Criada na gestão Fernando Haddad, a Controladoria-Geral do Município(GCM) tem como objetivo apurar e corrigir irregularidade administrativas e combater a corrupção.
Guilherme Rodrigues Monteiro Mendes, que exerce o cargo de ouvidor-geral, substituirá Mendes de Barros na controladoria-geral.

Em nota, a prefeitura diz que “A substituição [de Laura Mendes de Barros] se dá por razões administrativas operacionais, e a Prefeitura reconhece e agradece os bons resultados obtidos por ela nos oito meses em que ficou à frente do órgão. Todos os processos e investigações abertos durante esse período terão continuidade, garantindo a independência da controladoria conforme determina a legislação”.

Máfia da cidade limpa

A rádio CBN revelou, no dia 31/07, que servidores municipais montaram um esquema de propina para permitir a instalação de peças de propaganda que não respeitam as diretrizes da Lei Cidade Limpa, em vigor desde 2007. Foram citados no escândalo catorze funcionários públicos e nove empresários ou representantes comerciais que trabalham para promotoras de anúncios.

Segundo a rádio, a maior fonte desse esquema de corrupção é o dinheiro de grandes empresas que querem anunciar lançamentos imobiliários ou vender carros, por exemplo. Entre esses anunciantes e os fiscais corruptos estão as empresas promotoras, que fazem a divulgação nas ruas.Os relatos mostram que a "máfia da Cidade Limpa" funciona há muitos anos e continua na atual gestão da Prefeitura de São Paulo.

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