João Doria afirma que, se eleito, sua polícia vai atirar para matar

Buscando surfar na popularidade do capitão reacionário do PSL, Jair Bolsonaro, Doria (PSDB), candidato a governador de São Paulo, afirma que se ganhar as eleições a polícia de SP vai atirar para matar.

terça-feira 2 de outubro| Edição do dia

Com um nítido tom de diálogo com o que existe de mais reacionário na campanha de Bolsonaro, a violência e o ódio instrumentalizados contra as minorias, trabalhadores e a população pobre, o ex-prefeito de São Paulo se prepara para um discurso mais duro no que se refere ao caráter violento da polícia paulistana.

Doria, com seu discurso de aclamação por mais violência policial, busca responder aos eleitores de Bolsonaro que, em ato de apoio ao presidenciável do PSL, cobraram apoio do tucano ao capitão reacionário. Mesmo sem declarar apoio ao candidato do PSL, por hora, Doria agita um discurso que vai ao encontro dos apoiadores do reacionarismo bolsonarista.

Quando era prefeito de SP, Doria demonstrou diversas vezes o papel reacionário e violento da polícia como braço armado do Estado. O ex-prefeito foi quem, junto a Alckmin (PSDB), autorizou a polícia a destruir barracas e roubar pertences de pessoas em situação de rua, foi o tucano que também jogou toda ofensiva policial contra a arte de rua na capital paulista, chegando a mandar a PM à casa de artista que pintou "Doria" na 23 de Maio.

Agora, avançando ainda mais contra os trabalhadores e a população pobre, Doria quer encontrar seu espaço “ao sol” do reacionarismo de Bolsonaro. Além de representar todos os ataques conhecidos do tucanato, o ex-prefeito quer uma ofensiva da polícia para garantir a “segurança” para seus ataques contra os trabalhadores, como já demonstrou diversas vezes com privatizações, ataques a educação e sua reforma da previdência derrotada nas ruas pela classe trabalhadora.

Leia também: O que os líderes de pesquisa para governador de São Paulo pensam sobre a polícia




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