Política

JUDICIÁRIO

Janot vai a Davos mostrar como Lava Jato ajuda na privatização de tudo no Brasil

Para ele Lava Jato ajuda o capitalismo a avançar no país. Faltou dizer para as mãos de quem. Mas a platéia de Davos sabe. É para ela, principalmente para os 8 bilionários donos da mesma renda que metade da humanidade.

quarta-feira 18 de janeiro de 2017| Edição do dia

Enquanto as delações premiadas da Odebrecht estão a todo vapor Rodrigo Janot, Procurador Geral da República, vai levar uma mensagem a platéia global de empresários que o judiciário e a Lava Jato estão fazendo sua parte para que o capitalismo avance no país.

Em entrevista ao Globo ele adiantou qual será sua mensagem. Seguindo a mesma história contada pelos procuradores italianos da Mani Pulite (Mãos Limpas) ele diz que a operação ataca o capitalismo de compadrio e melhoraria a competição.

Em livro recentemente lançado (Operação Mãos Limpas), com prólogo e apêndice de Moro, sobre a operação italiana fica evidente o mesmo discurso naquele país. E no livro, entre as mil e uma peripécias ilegais dos Janot e Moros daquele país também transparecem balanços feitos por setores patronais italianos.

Em artigo de Leandro Lanfredi sobre os laços ideológicos comuns entre a Mani Pulite e a Lava Jato são expostas citações do livro muito elogiado por Moro, entre elas da CONSOB, uma equivalente da CVM (órgão que regulamenta a Bovespa): “Sem a mãos limpas não teria acontecido a reviravolta das privatizações”.

Eis o que Janot foi apresentar em Davos. Estamos fazendo nossa parte. O Brasil está à venda. Quem dá mais?




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