BOLSONAROS E A DITADURA

Jair Bolsonaro tenta se desvincular de declaração e Eduardo reafirma elogio ao AI-5

Após críticas vindas de diversos setores, Jair Bolsonaro tentou de desvincular de comentário de seu filho propagandeando um “novo AI-5”. Eduardo soltou novo vídeo reafirmando sua defesa do período mais sangrento da ditadura brasileira.

quinta-feira 31 de outubro| Edição do dia

A declaração de Eduardo Bolsonaro afirmando que se a esquerda radicalizasse deveria ocorrer um “novo AI-5” no Brasil repercutiu imensamente. OAB, David Alcolumbre, João Doria, Ciro Gomes, Rodrigo Maia, além de figuras do PT e PSOL (que disseram que vão pedir a cassação de seu mandato) foram alguns dos que criticaram publicamente a reivindicação do filho do presidente da medida mais autoritária da ditadura brasileira, que deu início a seu período mais bárbaro e sangrento, intensificando mortes, desaparecimentos e torturas de opositores ao regime.

Frente a isso, o próprio presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo, fez declarações públicas se desvinculando das afirmações do filho. Questionado por jornalistas, Jair disse: “O AI-5 já existiu no passado, em outra Constituição, não existe mais. Esquece. Vai acabar a entrevista aqui. Cobrem deles. Quem quer que seja que fale em AI-5, está sonhando. Está sonhando! Não quero nem que dê notícia nesse sentido aí". E, quando perguntado se cobraria do filho por conta de suas declarações, ele respondeu: “Cobre você dele. Ele é independente. Tem 35 anos, se não me engano [...] Se ele falou isso, que eu não estou sabendo, lamento. Lamento muito.”, mudando o tom em relação a outros momentos em que “passou a mão” na cabeça do “garoto”, a quem queria destinar a Embaixada do Brasil nos EUA e a liderança do PSL no Congresso.

Mas Eduardo Bolsonaro saiu em suas redes sociais para reafirmar o conteúdo de sua fala, e fez a seguinte postagem em seu Twitter:

Se contrapondo às manifestações no Chile, Eduardo reafirmou as tradições da sua família ao reivindicar a tortura e o assassinato de opositores como forma de manter a “ordem”. Se agora seu pai afirma que “não quer que fale em AI-5” é por mera conveniência, pois não esquecemos de suas homenagens ao torturador Ustra ou suas declarações de que a ditadura brasileira deveria ter matado uns 30 mil.




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