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CRIVELLA

Jagunços de Crivella atuam na Saúde, Educação e até em feiras

Os tentáculos da organização miliciana de Crivella estão não só na saúde, mas estão em diversas áreas para calar críticos, extorquir e fazer valer a vontade do prefeito na marra.

segunda-feira 7 de setembro| Edição do dia

Imagem: Divulgação/Prefeitura do Rio

Crivella vem tentando calar os críticos a sua terrível gestão na saúde com milicianos, conhecidos como “Guardiões do Crivella” que se organizam em 3 grupos de WhatsApp, o "Guardiões do Crivella","Assessoria Especial GBP" e o "Plantão". Se o que veio a público foi a atuação desses grupos em frente a hospitais, na verdade, vem também atuando em outras áreas, com os mesmos interesses.

Até mesmo num encontro de mães que reivindicavam problemas no recebimento da cestas básicas e cartão alimentação, estava lá uma guardiã do Crivella para atravancar as conversas. Segundo relato de Andreia Cardoso ao Globo, fundadora do grupo "Supermães" que tem dois filhos, um deles especial:

— “A Daniela, uma das guardiãs do Crivella, estava no nosso primeiro grupo (de mães). Até fiquei desconfiada dela. Entrou no grupo falando que trabalhava na área da saúde e, depois, saiu dizendo que estava sem tempo. Fomos enganados. A gente só queria que nossos filhos recebessem o que têm direito” — “Em junho, o feijão da minha cesta estava estragado e ainda não consegui trocar. Tem mãe que está recebendo o novo cartão sem crédito, e outras com R$ 50 e não R$ 54 como deve ser.”

Os guardiões do Crivella interferem até mesmo na rotina de feiras artesanais da cidade. O expositor precisou pagar R$ 135 por dia para funcionar, uma verdadeira extorsão.

— “Essas duas feiras são controladas pelo ML” — contou Márcio Alves Ávila, organizador de feiras, ao Globo — “Quero trabalhar de cabeça erguida, pagando alvará e ISS, sem dar propina a ninguém”.

Segundo O Globo, 59 pessoas entre as 67 lotadas no gabinete do prefeito Marcelo Crivella não são servidoras públicas. 88% dos funcionários são "extra quadros". O prefeito pode legalmente transferir cargos comissionados de outros órgãos para seu próprio gabinete. A despesa bruta por mês chega a R$ 380.597,48 por mês ou R$ 5,1 milhões anuais, segundo cálculo da vereadora Teresa Bergher (Cidadania).

Um gasto enorme que vai para essa patrulha que impede que críticas sejam feitas aos péssimos serviços que Crivella precarizou ao longo de toda a sua gestão. Só até 2019, foram 800 milhões cortados da saúde. Alguns deles ganham salários exorbitantes, como por exemplo, Marcos Paulo de Oliveira Luciano, o ML (salário de R$ 18.513,78 brutos), assessor especial do prefeito, e de Margarett Rose Nunes Leite Leal, chefe de gabinete de Crivella (R$ 24 mil).

Para derrotar Crivella e sua corja de milicianos, precisamos transbordar as “fórmulas para todos os problemas” como o processo de impeachment. Está bem claro que não podemos depender de setores da direita, para combater a extrema-direita. Por isso, precisamos apostar em organizar os trabalhadores através de um programa um programa que faça com os que capitalistas paguem pela crise, essas máfias que sempre estão no poder só alternam os políticos para representar seus interesses no balcão de negócios da prefeitura e do governo do estado.

A esquerda deveria levantar um programa que prepare uma organização independente frente aos momentos convulsivos que virão no Rio. Por isso, batalhamos pelo confisco de todos os bens de corruptos e corruptores, por um júri popular para casos de corrupção, que todo o político ganhe o mesmo que um trabalhador médio, a laicidade do Estado, por um sus 100% público, atacar no bolso dos capitalistas.




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