Política

EMPRESÁRIO PRESO

Jacob Barata, rei da “máfia do ônibus” no Rio, é preso enquanto tentava fugir do país

O empresário Jacob Barata é sócio de várias empresas de ônibus que atuam no transporte coletivo do Rio de Janeiro. Ele foi preso pela Polícia Federal na noite desse domingo, 2, no aeroporto do Galeão, enquanto tentava embarcar em um voo para Lisboa.

segunda-feira 3 de julho| Edição do dia

Ele foi detido pela PF porque os investigadores que o monitoravam suspeitavam que ele estava tentando fugir do país, já que embarcava apenas com passagem de ida. Após a detenção, Barata foi conduzido ao IML e em seguida para a Superintendência da Polícia Federal, na Zona Portuária da capital fluminense.

Barata foi preso pela Operação Lava-Jato, e de acordo com a polícia ele já sabia que estava sendo investigado pois carregava consigo um ofício recebido por seu banco determinando a quebra de seu sigilo bancário.

O que a investigação está revelando é algo que todos os cariocas já sabiam: Barata, o "rei da máfia do ônibus", desembolsava milhões em propina para diversos políticos do Rio de Janeiro para manter seu negócio de lucrar milhões com que os trabalhadores e o povo carioca passam todos os dias em ônibus precários, lotados e em grande parte sem ar condicionado, bem como com o suor dos motoristas (muito cumprindo a dupla função de cobrador) e cobradores, com seu baixos salários e jornadas extenuantes.

A conivência dos governos regados pela propina de Barata é o que permite que ele siga lucrando com nosso sufoco. Mesmo com a obrigatoriedade do ar condicionado já aprovada em lei, e sendo uma promessa de campanha de Crivella, as coisas continuam tão ruins quanto antes, e se deslocar no Rio é uma verdadeira odisseia.

A revolta da população contra Jacob Barata é proporcional à precariedade e os altíssimos preços da tarifa na cidade. Em 2013, quando o aumento da tarifa em vinte centavos foi o estopim da revolta que incendiou Brasil, o casamento luxuoso da filha de Barata, Beatriz Perissé Barata com Francisco Feitosa Filho, herdeiro do ex-deputado federal cearense Chiquinho Feitosa, foi alvo dos protestos da juventude, que foram à porta da Igreja do Carmo protestar, e depois ao local da festa, no Copacabana Palace. Os milionários convidados de Barata provocaram os manifestantes jogando notas de dinheiro sobre eles, que foram retrucadas com objetos arremessados.

A defesa jurídica de Jacob Barata se pronunciou afirmando que ele não tentava fugir, e disse que: ele "estava realizando viagem de rotina a Portugal, onde possui negócios há décadas e para onde faz viagens mensais".




Tópicos relacionados

Operação Lava-Jato   /    Operação Lava Jato   /    Rio de Janeiro   /    Transporte   /    Corrupção   /    Política

Comentários

Comentar