Sociedade

CRIME SOCIOAMBIENTAL

Já são 7 mortos e 150 desaparecidos pelo rompimento de barragem da Vale em Brumadinho

Exigimos máxima mobilização para salvar as vidas dos afetados e aparição de todos desaparecidos, bem como o fim do sigilo e controle imposto pela Vale no resgate das vítimas.

sexta-feira 25 de janeiro| Edição do dia

Foto: WASHINGTON ALVES (REUTERS)

Após o rompimento de três barragens da mineradora Vale em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, no final desta manhã (25), foram confirmadas 7 mortes, e 150 desaparecidos pelo governo. Um crime capitalista que só pode ser evitado com uma produção a serviço da classe trabalhadora e não pautada no lucro.

O número de desaparecidos foi estimado devido à informação de que cerca de 100 trabalhadores da mineradora estariam próximos à região atingida, considerando também a capacidade máxima de estabelecimentos comerciais tomados pelos rejeitos. Pelo menos 30 funcionários que estavam no refeitório da empresa, atingindo pela lama, conseguiram escapar.

Por ter ocorrido em região com maior concentração de pessoas, é possível que os números superem os da tragédia de Mariana, ocorrida há pouco mais de 3 anos, em barragem da Samarco, quando 19 pessoas morreram em decorrência direta do rompimento. Há grande possibilidade de que a maioria das vítimas sejam trabalhadores da Vale.


Imagem: Hoje Em Dia.

O Hoje em Dia chegou a noticiar que o prefeito de Brumadinho afirmou a ocorrência de ao menos 50 mortes, mas segundo informações mais recentes foram confirmadas até agora 7 mortes.

O presidente da Vale confirmou que haviam muitos trabalhadores da empresa próximos ao local no momento do rompimento da primeira barragem, reforçando a previsão de grande número de vítimas fatais.

Assim como no crime de Mariana, ainda impune, as consequências sociais e ambientais dos rompimentos de barragens em Brumadinho são incalculáveis.

Mais uma tragédia que escancara quem paga atualmente pela crise que as empresas capitalistas e sua sede exclusiva de lucro provocam. Enquanto a população da região do Rio Doce não se recuperou da tragédia de três anos atrás e a impunidade se mantém, hoje a população de Brumadinho e os trabalhadores da Vale tomam a gigantesca pancada de mais uma onda de lama.

Para fazer com que as empresas sirvam para a população é preciso mudar toda a lógica do sistema de produção. A Vale precisa ser expropriada, re-estatizada, controlada e dirigido por quem realmente conhece a produção em seu mais íntimo sentido: os próprios trabalhadores, ao lado da população da região e de especialistas, são quem pode mudar a lógica de funcionamento de uma mineradora que atualmente segue o ritmo do lucro, omissa às questões de segurança dos funcionários, do ambiente e da população local.




Tópicos relacionados

Brumadinho    /    Minas Gerais   /    Sociedade   /    Mundo Operário

Comentários

Comentar