15M

Já são 41 cursos paralisados na Unicamp no 15M

Com assembleias massivas nos cursos mais representativos e diferentes possíveis, de Sociais a Engenharia Mecânica, estudantes paralisam mostrando que não vão aceitar os cortes na educação que quer impor Bolsonaro. Além de cursos dos estudantes, os trabalhadores e professores já decidiram aderir a paralisação também.

terça-feira 14 de maio| Edição do dia

Chega a 41 os cursos na Unicamp a adesão à paralisação nacional contra os cortes na educação. São os mais distintos cursos, muitos que inclusive não tem tradição de movimentação e paralisações, que entendem a importância de rechaçar mais esse ataque de Bolsonaro.

Estudantes do país inteiro na semana passada saíram as ruas colocando que não iriam aceitar os cortes na educação, com 10 mil no RJ contra o corte na UFF, 6 mil em Natal, além de assembleias massivas como na UFG que contou com mais de 5 mil estudantes e na UFMG com 1500.

Em diversas assembleias e espaços do movimento estudantil, viemos defendendo a importância de não desligar a luta contra os ataques à educação de Bolsonaro da luta contra a Reforma da Previdência. O próprio Bolsonaro diz que a reforma é o centro de gravidade do governo e usa de chantagem dizendo que não fará os cortes na educação caso passe a reforma da previdência.

Sobre isso Flávia Telles, estudante de Ciências Sociais e militante da Faísca, comenta que: “as dezenas de paralisações aprovadas em toda universidade mostra que existe uma enorme disposição dos estudantes para se colocarem em luta contra os ataques do Bolsonaro. Nesse dia 15 estaremos nas ruas, ao lados dos professores e trabalhadores da nossa universidade, mas também dos professores da rede pública, dos estudantes de outras universidades e faculdades, públicas e privadas, dos jovens secundaristas e de outras categorias de trabalhadores, num dia nacional de mobilização. O movimento estudantil pode cumprir uma papel histórico se aliando com a classe trabalhadora para lutar contra os cortes na educação, levantando junto a demanda contra a reforma da previdência, mostrando como são parte de uma mesma luta. Frente a crise capitalistas o governo quer nos chantagear, usando a educação como uma moeda de troca para aprovar sua nefasta reforma da previdência e obrigar a maioria da população trabalhar até morrer".

E complementa que "A UNE, que é dirigida pela UJS a juventude do PCdoB, vem defendendo que o dia 15 de maio é uma luta contra os cortes na educação, secundarizando muito a luta contra a Reforma da Previdência, fazem isso porque apoiaram Rodrigo Maia, o articulador da reforma da previdência para a presidência da Câmara dos Deputados. O PT até fala contra a reforma de Bolsonaro, mas seus governadores se propuseram articular melhorias nessa reforma. Tábata Amaral do PDT, diz que defende a educação, mas também defende a Reforma da Previdência. Nossa tarefa é rechaçar por completo qualquer projeto de reforma, pois é uma grande mentira o discurso de que a solução frente ao desemprego e a situação extrema de crise é retirar o direito dos trabalhadores".

"Podemos fazer história dizendo abertamente que nosso futuro não está em negociação, exigindo que nossas entidades estudantis e sindicais declarem abertamente que a educação não vai ser uma moeda de troca para aplicar o grande ataque contra a aposentadoria. Essa é a batalha que nós da juventude Faísca damos na UNICAMP e em todas as universidades e escolas que estamos, e chamamos o PSOL, que está a frente do DCE da UNICAMP e até agora se absteve de dar luta política contras as burocracias estudantis do PT e do PCdoB, a colocar suas entidades estudantis e seu peso parlamentar a serviço dessa luta. Para articular essa mobilização nacional achamos fundamental também se aprovar um comando de delegados eleitos pela base, como foi aprovado no IFCH na Unicamp e no Teatro e nas Artes da UFRGS, para que os estudantes e trabalhadores possam tomar essa luta em suas mãos. Vamos fazer história, numa só luta para derrotar a reforma da previdência e os cortes de Bolsonaro na educação."

Mais de mil estudantes da Unicamp se inscreveram para ônibus a São Paulo neste dia 15. Segundo nota do DCE, não tem vaga para todo mundo ir aos atos. É necessário que o DCE exija da UEE e da UNE, que em tempos de eleição para o CONUNE aparecem na Unicamp, para que garantam a ida de todos e que seja um dia 15 massivo e organizado pela base. Por que não usam seu aparato para garantir a ida de todos os estudantes que querem expressar sua indignação nas ruas? Nossa luta é uma só: contra a Reforma da Previdência e os cortes do Bolsonaro! Nosso futuro não se negocia!

Confira as assembleias que já votaram paralisação

1. Arquitetura e urbanismo - por unanimidade
2. Artes Cênicas - por unanimidade
3. Artes Visuais - por unanimidade
4. Ciências da Computação
5. Ciências Sociais - por unanimidade
6. Cursão
7. Dança - por unanimidade
8. Economia
9. Educação Física
10. Engenharia Agrícola
11. Engenharia Ambiental
12. Engenharia Civil
13. Engenharia de Alimentos
14. Engenharia da Computação
15. Engenharia de Controle e Automação - por unanimidade
16. Engenharia de Telecomunicações
17. Engenharia de Transportes
18. Engenharia Elétrica
19. Engenharia Mecânica - por unanimidade
20. Estudos Literários
21. Farmácia - por unanimidade
22. FCA
23. Física
24. Fonoaudiologia
25. Geografia - por unanimidade
26. Geologia - por unanimidade
27. História - por unanimidade
28. Letras
29. Linguística
30. Medicina - por unanimidade
31. Midialogia - por unanimidade
32. Música - por unanimidade
33. Pedagogia - por unanimidade
34. Profis
35. Química - por unanimidade
36. Sistemas de Informação
37. Tecnologia Em Análise e Desenvolvimento de Sistemas
38. Tecnologia em Saneamento Ambiental
39. Tecnologia em Construção de Edifícios
40. Odontologia
41. Filosofia

Assembleias que acontecerão ainda nessa terça (14):

Licenciatura Integrada
Matemática
Estatística
Biologia
Enfermagem
Engenharia Química
Pós graduação




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