Política

PRIVILÉGIOS DOS JUÍZES

Já com vários privilégios, agora juízes do MS querem auxilio transporte

No Mato Grosso do Sul, juízes e desembargadores querem auxilio transporte que varia entre R$ 4,7 mil a R$ 6,094 mil.

sexta-feira 16 de fevereiro| Edição do dia

Já não bastassem os últimos escândalos de juízes recebendo auxilio moradia mesmo com casa própria, agora juízes e desembargadores do Mato Grosso do Sul além de já acumular auxílio alimentação de R$ 1.175,63 a R$ 1.523,56, auxilio saúde de R$ 1.175,63 a R$ 1.523,56 e auxílio moradia de R$ 6.661,92 a R$ 12.188,44, segundo valores de dezembro de 2017/Conselho Nacional de Justiça, ainda pedem auxilio transporte. O valor representa um impacto de R$ 3,6 milhões a R$ 5,560 milhões por ano.

Esta proposta foi encaminhada à Assembleia Legislativa diz o seguinte: “O magistrado em atividade perceberá, mensalmente, a título de auxílio transporte, o valor correspondente a, no máximo, vinte por cento do subsídio a que faz jus, na forma do regulamento a ser editado pelo Presidente do Tribunal de Justiça.", como revelou o jornal Campo Grande News

Enquanto isso, o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), fez um ajuste micro de 2,94% aos servidores estaduais, elevou a alíquota previdenciária de 11% para 14% e congelou os investimentos em áreas básicas, como educação e saúde. Ainda sim, os juízes e desembargadores acham legitimo o pedido de auxilio, pois este está amparado no princípio da simetria constitucional.

Além disso, o benefício será bancado pelo FUNJECC (Fundo Especial de Instalação, Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais), formado em partes pelas taxas dos cartórios que estão previstas para aumentar em 48% este ano, mesmo o FUNJECC arrecadando em torno de R$ 150 milhões ao ano.

Por ano são gastos milhões e milhões com privilégios exorbitantes para esses juízes e desembargadores que não foram eleitos por ninguém. Eles representam uma casca que pouco se importa com a dificuldade dos trabalhadores terem um salário mínimo de R$ 954,00 que mal dá para pagar água, luz, aluguel e comida, enquanto eles, a casta, ostentam carrões, mansões e banquetes.

Os magistrados representam hoje aquilo que há de mais podre da politica, tirando direitos mínimos do povo, como o voto, e ainda apoiam as reformas de Temer e os golpistas. Tentam empurrar a crise para os trabalhadores, mas o maior buraco dos cofres públicos então nessa divida pública jamais calculada e avaliada, assim como, nos privilégios destas castas.




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