Teoria

VIII EPMARX

Iuri Tonelo do Esquerda Diário ministra minicursos na Paraíba sobre crise capitalista e conjuntura política na América latina.

terça-feira 15 de novembro| Edição do dia

Nos dias 08 e 10 de novembro Iuri Tonelo, sociólogo, doutorando em sociologia na Unicamp e integrante do staff da Rede Internacional de jornais Esquerda Diário no Brasil, ministrou dois minicursos na Paraíba sobre crise capitalista mundial e a conjuntura política na América latina.

O primeiro minicurso organizado por Esquerda Diário no Nordeste foi na terça-feira 08 de novembro na Universidade Federal de Campina Grande e foi intitulado “Crise capitalista, giro à direita e luta de classes na América Latina” e teve duração total de 06 horas.

O segundo minicurso foi realizado no VIII EPMARX Encontro de Grupos de Estudos e Pesquisas Marxistas, que é o principal evento dos grupos de pesquisa marxistas do nordeste, na quinta-feira 10 de novembro. O minicurso foi intitulado: “A crise econômica internacional e a situação política na América Latina”, foi realizado na Universidade Federal de Paraíba (UFPB) em João Pessoa e teve duração de 4 horas.

Mesmo tendo especificidades os dois minicursos foram organizados em três momentos ou blocos

No primeiro bloco, Iuri Tonelo fez uma localização global da evolução da crise econômica mundial que teve início em 2008, a profundidade da crise que se inicia na principal potência imperialista nos Estados Unidos, e logo se alastrou rapidamente pela Europa em forma de política de austeridade, o norte de África no que foi chamada a “primavera árabe“, afetando posteriormente aos BRICS, para dar ênfase para a crise que vivemos no Brasil.

Nesta parte do minicurso Iuri Tonelo apresentou várias de suas ideias que se encontram no seu livro: “A Crise Capitalista e Suas Formas”, mais informações sobre o livro aqui e aqui

O segundo momento foi teórico e teve como objetivo discutir o pensamento de Trotski e Gramsci, neste último, centralmente o conceito de crise orgânica para relacionar os aspectos da crise econômica e da questão política.

Entre várias discussões teóricas foi importante a diferenciação conceitual realizada entre frente única operária e frente político eleitoral.

A tática da Frente Única Operária, elaborada a partir do terceiro congresso da Internacional Comunista, é complexa, e tem diferentes aspectos de manobra, tático e estratégico. Já que implica acordos com o objetivo da unidade das fileiras proletárias para lutas parciais em comum (aspecto tático, defensivo ou ofensivo) como por exemplo no Brasil contra os ataques aos trabalhadores por parte do governo golpista institucional de Temer. Isto sem perder o objetivo principal que é a ampliação da influência dos partidos revolucionários, como produto da experiência comum com o fim de conquistar a maioria da classe operária para a luta pelo poder, que já deixa de ser um aspecto defensivo para se transformar em um aspecto estratégico e portanto, ofensivo.

Uma frente política eleitoral é muito mais rígida e tem como ponto de partida programático a independência política da classe trabalhadora, dos governos, dos patrões e do Estado. Iuri Tonelo apresentou o fenômeno político da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT nas suas siglas em espanhol) e o papel do Partido dos Trabalhadores Socialistas (PTS), organização irmã do Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT), nesta frente.

No terceiro momento realizou uma análise sobre o giro à direita na superestrutura política da América Latina e as políticas de ajuste, bem como da expressão da crise do bipartidarismo a nível internacional, inclusive, nos Estados Unidos com destaque para a ascensão de Trump e as consequências mundiais advindas disso.

Em relação ao giro à direita na superestrutura política apresentou que este existe, mas que isso não significa que até o momento tenham mudado as relações de força entre as classes, que a classe trabalhadora esteja na defensiva não significa que esteja derrotada.

Neste bloco concluiu exemplificando as perspectivas da luta de classes da classe trabalhadora e a importância da juventude para construção de uma nova esquerda nesse contexto. Apresentou como exemplos o sindicalismo de base de Argentina e o movimento estudantil no Chile e suas potencialidades.

Podemos concluir que foi uma importante atividade de propaganda, onde se fez análise de conjuntura política no cenário político na perspectiva de intervir na luta de classes, com uma visão ofensiva do marxismo, no sentido de construir uma sociedade nova sem explorados, nem exploradores, e para isso a necessidade da construção de partidos revolucionários a nível nacional e internacional, que para nós é a IV Internacional.




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