Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Itaú deve R$393.281.326,34 ao INSS, mas você que paga a conta na Reforma da previdência

Para o presidente do maior banco do Brasil a reforma que fará que você trabalhe até morrer “é muito boa.” Ele e todos capitalistas falam que a reforma é necessária, sem ela o país quebraria. A verdade é que eles quebram o país e são os maiores caloteiros do INSS.

terça-feira 9 de julho| Edição do dia

Qualquer pesquisa rápida na internet vai mostrar mil e uma frases do Conselho de Administração e da presidência do Itaú defendendo a reforma. A “reforma é muito boa” vaticinou ainda em fevereiro Cândido Bracher, atual presidente do monopólio financeiro. Falam que sem a reforma o país quebraria, porque a dívida está aumentando. Não mencionam a bilionária dívida das empresas com o INSS, como é o caso do próprio Itaú.

A reforma é boa para ele e para todos donos da dívida pública que verão o orçamento nacional ainda mais amarrado para que seja possível pagar mais e mais dólares aos donos do país. Uma fortuna anual de R$ 1 trilhão vai para as mãos dos donos da dívida pública e por isso querem reforma da previdência, para retirar dinheiro do bolso dos idosos e transferir para o deles, que além de roubarem o país com a ilegal e ilegítima dívida, roubam também o INSS dando calote.

Segundo o site da Procuradoria do Tesouro Nacional o Itaú devia no final do ano passado R$ 393.281.326,34 ao INSS. É um dos maiores caloteiros do país, junto de outras 279 empresas que devem de R$ 100 milhões a R$ 500 milhões cada uma. Esta fortuna não entra nas contas dos capitalistas para “salvar a previdência” mas somente o seu direito de se aposentar e o valor que você receberá caso chegue vivo aos 65 anos de idade.

O maior banco do Brasil é também um dos maiores devedores do INSS do país. Tudo no Itaú Unibanco é superlativo, começando por seus lucros de quase R$ 25 bilhões no ano passado. É do alto de sua fortuna que ele escolhe dar calote no INSS. E enquanto é um dos campões dos lucros no país e um dos campões no calote ao INSS o banco faz mil e uma ações em prol da reforma, desde escalar seus analistas na mídia, inclusive com programação paga como acontece diariamente na BandNews.

O Itau Unibanco é um grande retrato da classe capitalista nacional. Vive dos juros, seja ele de seus clientes mas especialmente de todo o país, sendo ele um dos operadores monopolistas da gigantesca dívida pública brasileira (ele é um dos 13 “dealers” oficiais e exclusivos do Tesouro Nacional), ou seja, grande parte da dívida do país passa por sua mão, escolhendo ele quando vender e comprar para mais aumentar seus lucros arrancando do Estado e dos outros capitalistas.

Desde que seus fundadores foram ativos apoiadores da ditadura militar, conseguiram cruzar ainda mais seus negócios com o Estado brasileiro. Emplacaram um dos nomes do Conselho de Administração da holding como governador biônico do Estado de São Paulo de 1975 a 1979. Falamos aqui de Paulo Egydio Martins, governador apontado pela ditadura (não havia eleições para governador). Conseguiram em todos os governos tucanos e petistas avançar ainda mais, sempre à expensas da nação, seja nas negociatas da dívida, do “overnight” do dólar, ou mesmo nas privatizações e no PROER de FHC.

É assim, com todos esses infinitos privilégios e calotes ao país que o Itaú diz que a reforma “é muito boa”.

A reforma não prevê nenhuma medida para que o Itaú e outros capitalistas paguem sua conta. Só os trabalhadores pagarão a conta.

Não aceitamos nenhuma reforma da previdência. A crise tem que ser paga pelos capitalistas e não pela juventude e pelos trabalhadores. Por isso o Esquerda Diário, junto de denunciar a reforma da previdência e ser parte ativa da luta para que a greve geral de 14 de junho fosse parte de um plano de luta para derrota-la (todo o oposto das centrais sindicais que traíram essa data como a UGT ou que a convocaram como um dia de pijama como a CUT) também luta para que ganhe força entre os trabalhadores e a juventude a demanda do não pagamento da dívida pública. A dívida é um mecanismo de submissão do país aos ditames do capital financeiro nacional e imperialista.




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