Gênero e sexualidade

AGRESSÃO

Irmã de Marielle Franco é agredida por racistas defensores de Bolsonaro

Anielle Franco, irmã de Marielle Franco que foi brutalmente assassinada pelo estado do Rio de Janeiro, estava saindo de casa com sua filha e no caminho do trabalho foi agredida por um grupo de defensores do Bolsonaro que estavam fantasiados com a camiseta do candidato de extrema direita.

Jenifer Tristan

ABC Paulista

segunda-feira 8 de outubro| Edição do dia

Anielle Franco, irmã de Marielle Franco que foi brutalmente assassinada pelo estado do Rio de Janeiro, estava saindo de casa com sua filha e no caminho do trabalho foi agredida por um grupo de defensores do Bolsonaro que estavam fantasiados com a camiseta do candidato de extrema direita. Também gritaram na cara dela "sai daí feminista", junto a sua filha que estava apavorada.

Tem sido crescente o aumento de agressões e violência dos defensores do candidato reacionário, justamente estes que defendem a segurança, tem sido violentos nas ruas e agressivos, Bolsonaro moraliza e fortalece um discurso de ódio que já começou a fazer vitimas em todo o país. Uma jornalista foi agredida em Recife e o Mestre Moa de capoeira foi morto na Bahia.

O ódio dessa extrema direita é tanto que o candidatos do partido de Bolsonaro tiraram foto rasgando a placa com o nome da Marielle, rua que foi renomeada pelo povo. Marielle era contra a intervenção Federal no Rio de Janeiro, e vinha de um processo de denuncia do estado e da situação nas favelas.

Anielle Franco ainda relatou que estava sem qualquer roupa que fizesse alusão politica, partidária ou bandeiras, mas o fato de ter parentesco com Marielle à coloca como perigosa para esses que querem destruir todos os resquícios de democracia e dignidade no país.

Sobre o ataque Anielle escreveu em seu Facebook:

"Medo!!!!
Desde o dia 14 de Março eu assumi um outro lugar de fala. Lugar esse que me foi imposto. Eu preferia ela viva do que ter que passar e aturar o que tô passando. Digo isso de pessoas até fatos!
Comecei a falar pela família da vereadora morta/assassinada cruelmente, e com isso algumas pessoas passaram a me reconhecer na rua.
Uns reconhecem pra dizer apenas meus sentimentos.. outros.. isso..."

Ela continua dizendo no post: "Hoje, com minha filha de dois anos no colo, andando na rua, próximo a um shopping, sem nenhum adesivo, nenhum broche, nenhuma camisa, nenhuma bandeira (era só eu e Mariah, ela com roupa de creche e eu com roupa de trabalho) recebi gritos na minha cara - Repito: Gritos na minha cara - e consequentemente na dela (que ficou assustada claro) Gritos de que eu era "da esquerda de merda" "Sai dai feminista" "Bolsonaro... Piranhaaa" de homens devidamente uniformizados com a camisa do tal candidato.
Hoje eu tive medo! Medo mesmo. Não deveria, mas tive. Foi assustador. Ainda mais com minha filha no colo. Eu sozinha teria sido outra história (quem me conhece sabe)!

Bom, não estou escrevendo pra que ninguém tenha pena. Mas para que repensem a sua maneira de fazer política. Por conta de um antipetismo vcs preferem propagar o ódio e a violência?! O seu candidato, em suma, defende esse tipo de postura, e outras coisa bem piores! Pensem bem!"

Não será através dessas eleições manipuladas pelo judiciário e tuteladas pelas Forças Armadas que derrotaremos a extrema-direita que propaga o ódio as mulheres, os negros e os LGBTs como Marielle Franco. É preciso preparar uma forte organização da classe trabalhadora, da juventude, e dos setores mais oprimidos pelo capitalismo contra o golpismo e de maneira independente do PT. Para essa organização, o Esquerda Diário se coloca a disposição, com todos os seus redatores e construtores, militantes do MRT, do Pão e Rosas, do Quilombo Vermelho, da Faísca e do Nossa Classe.

Nos solidarizamos com Anielle e sua família e nos seguimos na luta pela justiça por Marielle e para combater a extrema direita e os golpistas que querem nos atacar!
Marielle e Anderson, PRESENTE! AGORA E SEMPRE!




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