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MARIELLE FRANCO

Investigação do caso de Marielle e Anderson quebra de sigilo de celulares de vereadores

A última informação sobre a investigação do caso de assassinato da vereadora e do motorista foi o número de telefone do motorista do carro usado no crime. Com isso, os investigadores conseguiram a quebra de sigilo de diversos números, inclusive de outros vereadores do RJ.

Rafaella Lafraia

São Paulo

sexta-feira 6 de abril| Edição do dia

Há quase um mês do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes, o governo golpista ainda não apresentou sua reposta para este crime político. Uma investigação feita pelos próprios assassinos não trará Justiça, já que o caso gerou um ódio ao Estado e a polícia que pode servir para impulsionar uma movimentação contra a intervenção no RJ e em defesa dos direitos democráticos ameaçados pelo avanço golpista no Judiciário com a condenação de Lula.

Segundo matéria do The Intercept Brasil, uma força tarefa está mobilizada para a investigação do ocorrido, entretanto sabemos que, apesar das informações levantadas até o momento e as ações que estão sendo tomadas tem um limitador, já que esse grupo investigativo é formado por policiais, promotores do Ministério Público estadual e juízes do Tribunal de Justiça. Sim, as mesmas instituições que estão de braços dados com o governo para continuar o golpe institucional e fazer com que a classe trabalhadora pague pela crise orgânica a qualquer preço.

Os últimos dados da investigação – o número de telefone do motorista do carro usado no crime – levaram a quebra de sigilo de outros aparelhos telefônicos, inclusive de vereadores do RJ, para apurar alguma possível ligação ou troca de mensagens nas horas próximas a execução.

Até o momento oito vereadores já foram ouvidos como testemunhas, para explicar possíveis relações e contatos com integrantes de grupos paramilitares que circulam entre os corredores e gabinetes do palácio dos vereadores do Rio de Janeiro. Grupos estes que vinham sendo denunciados pela vereadora Marielle, já que as ações destes grupos resultaram em mortes em favelas cariocas.

Reforçamos a solidariedade aos familiares e amigos tanto da vereadora quanto do motorista. Também reforçamos a exigência de apuração independente, pois não pode ficar nas mãos desse Estado e sua polícia a solução para esse crime sobre o qual tem responsabilidade. Tomemos as ruas e lutemos por Marielle, pelo fim da intervenção federal e com os métodos da luta dos trabalhadores e da juventude, podemos barrar o ataque aos direitos democráticos da população.

Os companheiros do PSOL não podem ficar de braços cruzados esperando que os assassinos de Marielle e Anderson investiguem seu assassinato, mesmo que seja a polícia civil com a qual o partido mantem filiados. Precisar usar seus parlamentares e seu peso no movimento estudantil e sindical para dar exemplo e exigência para que as centrais sindicais deixem de trégua e chamem assembleias para organizar um plano de lutas.




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