Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Investidores reagem com chantagem pela Reforma da Previdência

quarta-feira 2 de outubro| Edição do dia

A bolsa de valores fechou em queda ontem (01), dia em que a reforma da previdência foi aprovada em primeiro turno no Senado, com 56 votos a favor. Essa situação aconteceu como uma reação negativa ao fato de que o Senado aprovou em primeiro turno a reforma retirando do texto um trecho aprovado pela Câmara referente ao pagamento de abono salarial, fazendo com que essa reforma renda menos “economia”: foi reduzida de R$876 bilhões para R$800 bilhões.

Essa mudança, que ainda pode ser seguida de outras, diminui a vantagem que os capitalistas terão com essa reforma que tira dos mais pobres o mínimo direito de se aposentar. Para além dessa mudança, a queda da bolsa também teve influência de fatores como dados que indicam que a indústria dos EUA está passando pela maior contração em mais de uma década e que é possível uma nova recessão mundial em 2020.

A aprovação da reforma no Senado em primeiro turno é um passo a mais no ataque aos direitos trabalhistas, para descarregar nas costas dos trabalhadores as consequências da crise. Ainda com a aprovação desse ataque, fica em aberto a possibilidade de que venham outros para defender os lucros capitalistas a qualquer custo, uma vez que diversos analistas apontam a possibilidade dessa nova recessão.

É assombroso ver a Reforma da Previdência sendo aprovada sem ter ocorrido grandes processos de luta, mesmo que essa medida tenha sido muito impopular entre os trabalhadores. Se faz necessário tirar o balanço dessa experiência sem esconder o papel traidor das centrais sindicais, como CUT e CTB, dirigidas pelo PT e PCdoB, que não organizaram os trabalhadores com a força e radicalização necessária. Um calendário formal de lutas espaçadas não apoiado na auto-organização dos trabalhadores, combinado a negociações por uma Reforma “mais branda” não foi uma resposta consequente.

Se demonstra cada vez mais como é necessário impulsionar a auto-organização dos trabalhadores em seus postos de trabalho para lutar efetivamente e barrar esses projetos que querem nos impor.




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