Mundo Operário

GREVE DOS PETROLEIROS

Intelectuais se manifestam em defesa da greve dos petroleiros

Intelectuais das mais importantes universidades do país se manifestaram enviando declarações ao portal Esquerda Diário em defesa da greve dos petroleiros.

quarta-feira 19 de fevereiro| Edição do dia

A greve dos petroleiros completa nesta quarta-feira 19 dias, sendo uma das lutas mais importantes da trajetória desta estratégica categoria. A pauta central é a reversão das demissões de mais de mil trabalhadores, consequência do fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados Araucária, no Paraná (FAFEN-PR). A esta demanda se ligou também o questionamento aos planos de privatização da empresa, e à política de preços da Petrobrás, tornando-se uma grande causa popular apoiada por amplos setores dos trabalhadores.

E nas principais universidades do país, que estão sendo atacadas novamente pelo governo Bolsonaro, a greve também tem sido motivo de debate. O Esquerda Diário buscou intelectuais para manifestarem seu apoio à greve, e alguns dos mais significativos do país

Ricardo Antunes, professor da Unicamp e sociólogo do trabalho, nos enviou sua declaração que diz: “A greve dos petroleiros é emblemática da brutal tragédia que se abate sobre o país: desemprego descomunal, devastação do trabalho, destruição privatista da Petrobrás e sujeição total ao império. Todo apoio e solidariedade aos petroleiros e petroleiras em greve”.

Vladimir Safatle, professor de Filosofia da USP, argumenta que “a defesa da greve dos petroleiros é obrigação de todos os que lutam contra a exploração criminosa da classe trabalhadora brasileira e sua precarização em nome dos interesses de um sistema financeiro milionário e predador”.

Virgínia Fontes, professora da UFF e autora de diversas obras, aponta que “mais uma vez, os petroleiros estão na luta pelos direitos de todos. A privatização selvagem promovida pelo atual (des) governo nos afeta a todos, imediatamente, e afetará nossas vidas de maneira dramática no futuro próximo. É um desmonte brutal, cujo único interesse é encher os bolsos de acionistas de maneira imediata e, a médio prazo, de engordar megaempresas petrolíferas internacionais, sem nenhum compromisso com a vida dos e dos trabalhadora/es brasileira/os. Todo o apoio aos petroleiros! Contra as privatizações! Em defesa da Petrobrás e das classes trabalhadoras brasileiras!

Plinio de Arruda Sampaio Jr., professor da Unicamp, comenta sobre os últimos acontecimentos que “A suspensão das demissões da Petrobrás no Paraná é uma vitória importante dos petroleiros. Trata-se de um primeiro passo para derrotar os planos da direção da Petrobrás de fechar a fábrica do Paraná e dar continuidade aos planos de privatização. Mas é apenas um primeiro passo. O trabalhador só tem voz quando está nas ruas. A greve dos petroleiros tem um forte conteúdo democrático e nacional e dialoga com o conjunto da classe trabalhadora”

Claudia Mazzei, professora da UNIFESP, também declarou seu apoio apontando que “Esta justa e importante greve dos petroleiros e petroleiras é reflexo do vilipendio que vem ocorrendo e se traduz em perdas de direito e intensificação da precarização do trabalho e por esta razão tem todo nosso apoio.”

Iuri Tonelo, Simone Ishibashi e Edison Urbano da equipe editorial do Ideias de Esquerda, suplemento teórico semanal do Esquerda Diário, também se manifestaram sobre os acontecimentos dizendo que “estamos desde o início da greve a partir do Esquerda Diário oferecendo todo nosso apoio aos petroleiros e com nossos camaradas nos piquetes dia a dia. Essa greve tem se demonstrado a mais importante luta do país enfrentando o governo Bolsonaro, as demissões e o plano de privatização da empresa, tornando uma causa que deve ser abraçada pelo conjunto dos trabalhadores. A greve entra num momento decisivo: se os trabalhadores derem um passo no sentido de unificar pela base a greve com um comando de delegados, a força da base pode ser imparável. E no sentido da solidariedade, a intelectualidade do país pode cumprir também um grande papel ao se manifestar publicamente e pensar todas as medidas de apoio a greve. O Esquerda Diário está aberto a todas as manifestações nesse sentido”.

Outros intelectuais, de diferentes partes do país, estão nesse momento nos enviando mensagens e publicaremos no Esquerda Diário como parte de reafirmar nosso compromisso com a greve, as primeiras declarações que estão chegando vamos publicar a seguir na matéria, estendendo o convite a todos de professores e intelectuais que queiram se manifestar seu apoio no portal.

Esses apoios têm chegado agora, precisamente num momento decisivo da greve dos petroleiros, em que justiça tem atacado e feito manobras para suspender a greve. Mas a força da greve está demonstrando cada vez mais o seu potencial e mostrando que os trabalhadores podem vencer. Acompanhe as notícias da greve no nosso portal. A seguir leia mais declarações de intelectuais em apoio aos petroleiros que já nos foram enviadas:

Esta greve tem potencial para reorientar os rumos de uma política nacional para o enfrentamento das desigualdades. Todo apoio à greve dos petroleiros.
Mariana Chaguri, IFCH - Unicamp.

A greve não é contra o direito. A greve é uma ferramenta do trabalhador para assegurar os seus direitos. A Constituição da República de 1988 decretou esse direito do trabalhador. É uma garantia do Estado Democrático de Direito. Ora, se é assim, com tantos direitos e garantias, por qual motivo não se respeita a movimentação dos trabalhadores em direção a uma vida digna, a um trabalho decente? Simples: o conflito entre o capital e o trabalho não prevê trégua. Imperativo enfrentar o capital, seus representantes e aliados. Os trabalhadores deverão fazer valer os seus direitos, com firmeza e organização. Articulados. Buscando sempre o apoio e a participação das demais entidades da sociedade civil organizada. Todo o apoio à greve dos Petroleiros!! Todo apoio aos Trabalhadores!!
Luis Antonio Camargo de Melo, Advogado Trabalhista e Sindical, Professor Mestre de Direito do Trabalho, Procurador-Geral do Trabalho de 2011 a 2015, Subprocurador-Geral do Trabalho, aposentado.

A greve dos petroleiros, demonizada pela grande mídia e pelas forças da ordem estabelecida, é um importante capítulo das lutas de resistência dos trabalhadores e do povo brasileiro.
Marcelo Ridenti, IFCH-Unicamp.

A greve dos petroleiros traz ar fresco a estas ainda poucas semanas de um ano que chegou com tanta escuridão para a classe trabalhadora. O movimento dos petroleiros deve contar não apenas com todo o apoio, mas com toda forma de ação para romper com a muralha de silêncio que em torno dele a imprensa burguesa busca levantar. Este é um movimento sobre o qual precisamos refletir e no qual precisamos nos inspirar, exatamente por se tratar de um movimento que vai além da importantíssima demanda salarial, revelando os sinais de ressurgimento daquilo que em meu ponto de vista mais precisa ser retomado no momento histórico que atravessamos: a consciência coletiva de classe. Que os ecos desse movimento se expandam, ainda que inicialmente reverberando em categorias profissionais específicas, mas que as ultrapasse, pois precisamos compreender que os ataques que estamos sofrendo não são verdadeiramente contra esse ou aquele segmento, mas sim uma orquestração de ataques à classe que somente sobrevive com a venda de sua força de trabalho.
Ricardo de Souza, professor de língua inglesa da UFMG.

Apoio a greve dos petroleiros pela preservação dos empregos e da existência da FAFEN, porque ela é justa. É uma luta por direitos trabalhistas, contra o desmonte da indústria nacional e em favor das riquezas do país. Os petroleiros são os verdadeiros patriotas.
Artionka Capiberibe, IFCH-Unicamp.

Todo apoio à greve dos petroleiros.
Armando Boito, IFCH-Unicamp.

Somos todos petroleiros e petroleiras! Desde o primeiro momento me solidarizei e apoiei essa vigorosa Greve dos petroleiros e petroleiras contra a exploração brutal que se abate sobre a classe trabalhadora acrescida da destruição privatista da Petrobrás. Todos que lutam em defesa dos direitos que estão sendo destruídos por esse (des)governo fascista a serviço do capital devem se somar à essa luta!
Bia Abramides, professora do Programa de Estudos Pós Graduados em Serviço Social da PUC-SP.

Todo apoio à greve dos petroleiros! Só com mobilizações como esta será possível resistir aos ataques à democracia brasileira e reverter o quadro de perda de direitos.
Amaro Fleck, professor do departamento de Filosofia da UFMG.

Para além da resistência diante do descumprimento, por parte da Petrobras, do acordo coletivo de trabalho, a greve nacional dos petroleiros possui uma importância ainda maior. A organização dos trabalhadores e os impactos na produção, ainda que a empresa alegue que não há comprometimento do abastecimento, demonstram que não existe caminho para o enfrentamento das relações de exploração que não passe pela luta unificada. A garantia de empregos não pode ser a única pauta das negociações e isso os trabalhadores já compreenderam. É o momento para ampliação do movimento da categoria diante da intenção do Governo Federal de encaminhar a privatização não só da Petrobras, mas de outras organizações. É o momento, também, para que outras categorias se mobilizem contra o desmonte da estatal e a política de preços dos combustíveis adotada, além de demandas próprias como é o caso dos caminhoneiros e trabalhadores da Casa da Moeda e dos Correios.
Luciana Praxedes, professora, PUC Minas e UNA

Todo apoio à greve dos petroleiros.
Fábio Querido, IFCH-Unicamp.

Camaradas petroleiras e petroleiros PARABÉNS!! Vocês são o exemplo e uma enorme esperança para o BRASIL todo!!! A GREVE de vocês é muito mais do que mais uma greve, esta greve da Petrobrás põe em cheque o futuro da Petrobrás e também do Brasil!! Como vocês bem sabem, a greve e a luta são muito mais do que a recontratação temporária dos demitidos. A GREVE é um CHEGA DESTA SANGRIA!!! A greve é em DEFESA DA PETROBRÁS!! Esperamos que a base consiga força, organização e capacidade de luta nesta greve tão forte e linda, que não caia jamais em cantos da sereia de propostas rebaixadas que podem arrefecer a luta, tentando, como sempre ocorre, transformar migalhas em "ganhos", medo em "conquistas". Há praticamente 70 anos da campanha "O petróleo é nosso!", bravos petroleiros voltam à luta pelo O petróleo é nosso! e A Petrobrás é nossa!!!! O mais certo é que sem luta, sem greve, a derrota é certa. Xô rebaixamentos, só a luta muda a desgraça!!! A hora é agora!!! Até a vitória!!
Claus Akira Horodynski Matsushigue, professor do departamento MAT, UnB.

Eu apoio a greve dos petroleiros, por diversas razões, entre as quais: 1. no ambiente de desmobilização das lutas dos trabalhadores, este movimento pode representar, dada a importância estratégica multilateral do setor - não obstante o silêncio da mídia dominante -, uma esperança de retomada das movimentações de massas em torno de questões vitais; 2. o caso particular da Petrobras para a economia brasileira precisa ser melhor equacionado, o que pode, e deve, ser feito não a partir da perspectiva dos proprietários e sim dos trabalhadores brasileiros; 3. neste sentido, urge retomar a discussão do papel a ser conferido a uma empresa que precisa ser publicizada - e não somente mantida estatal - no que respeita às possibilidades de investimento tanto dos resultados da produção quanto das pesquisas que a empresa já desenvolve; 4. pela sua potencialidade de ramificação trans-setorial, a greve possui uma virtual capacidade de formação de solidariedade social que arraste também outros setores da produção direta da riqueza material e da produção formal para um enfrentamento de factum a este governo.
Antônio José Lopes Alves, professor do COLTEC-UFMG e da pós-graduação da FaE-UFMG.

Os petroleiros estão em greve contra o desmonte da Petrobrás e contra demissões. Independentemente do que dizem os tribunais a greve é justa e recebe a solidariedade de outros setores. Todo apoio à greve dos petroleiros!
Cláudio Batalha, IFCH-Unicamp.

A Greve dos Petroleiros tem meu total apoio porque em tempos obscurantistas e de acelerada destruição dos serviços públicos e direitos sociais, essa greve heróica se levanta e luta pelo direito ao emprego e ao trabalho com direitos, luta pelos diteitos democráticos de expressão, organização e manifestação! E luta em defesa dessa importante empresa estatal que é a Petrobrás!
Ivanete Boschetti, professora da ESS/UFRJ.

A greve dos petroleiros é mais do que uma greve de um importante setor da sociedade. Ela representa a luta pela democracia em um momento crucial da história do país.
Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais, PUC-SP.

A greve dos petroleiros exige o apoio de todo o campo democrático, não apenas pelas legítimas e importantes demandas trabalhistas, mas também porque enfrenta de maneira digna as forças políticas e as bases sociais que sustentam o conservadorismo-liberal hoje no poder: os neofascistas, que sabem que seu programa apenas se concretiza com a destruição total das organizações autônomas da classe trabalhadora; os neoliberais rentistas que, alegando a necessidade de aumentar a “eficiência”, cobram a privatização de uma empresa cujo volume de produção e tecnologias rivalizam com estrangeiras; e, por fim, parte da classe média e pequena-burguesia que, no seu moralismo tacanho, reproduz a ideia de que os preços são altos por conta de impostos e corrupção. Apenas a classe trabalhadora organizada pode vencer esse cerco.
Sávio Cavalcante, IFCH/Unicamp.

Os petroleiros sempre se colocaram na vanguarda da resistência aos ataques à classe trabalhadora. Foi assim em 1983 e em 1995. E está sendo novamente agora. Que esta greve seja uma inflexão e um exemplo para todas as trabalhadoras e os trabalhadores.
Ricardo Festi, professor da UNB.

Os petroleiros em greve na Petrobrás não estão só defendendo empregos e o cumprimento do acordo coletivo que obriga a empresa a discutir com o sindicato demissões em massa sem motivo evidente. Eles estão também defendendo o direito do povo brasileiro à soberania energética e às rendas e estímulos gerados pelo Pré-sal. Este não seria descoberto por nenhuma das filiais estrangeiros que fogem do risco da pesquisa e prospecção mas investem bilhões para financiar lobistas que agem nos bastidores para transferir o patrimônio público para elas. O governo Bolsonaro é um elo de transmissão das filiais estrangeiras e seus lobistas, principalmente daquelas vinculadas ao governo Trump. Apoiar a luta dos petroleiros é se juntar a uma luta de significado maior em defesa do Brasil contra um governo entreguista que se finge nacionalista. Vida longa à Petrobrás!
Pedro Paulo Zaluth Bastos, Instituto de Economia da Unicamp.

Toda a população brasileira deveria saber que a luta dos petroleiros é em defesa do Brasil. Apoio integralmente a greve e a resistência deles. Somos todos petroleiros.
Marco Scarassatti artista sonoro - professor da UFMG.

O Brasil vive um momento especialmente difícil. As políticas sociais são destroçadas e há um desmonte do estado em favor da privatização irresponsável em favor do capital transnacional. Meu apoio à greve dos petroleiros.
Professor Ricardo Rezende Figueira - GPTEC - UFRJ.

Três breves questões me acompanham depois de ler o que a imprensa brasileira divulgou sobre o parecer do ministro do TST, contrário ao movimento dos petroleiros. A decisão seria justificada porque a greve ’tem motivação política’ e sua continuidade prejudicaria o ’atendimento às necessidades inadiáveis da população’. Então eu me pergunto: qual seria a greve sem motivação política? Qual seria a motivação política junto ao silêncio dos tribunais enquanto necessidades básicas VITAIS da população são sistematicamente desrespeitadas por manobras e cortes orçamentários em áreas constitucionalmente determinadas como essenciais, como a educação e a saúde? Onde estaria o zelo pelas necessidades da população quando pensamos, não em uma empresa gigante como a Petrobrás, mas em nosso quotidiano nas filas para creches, hospitais, UTIs etc.?
Josianne Cerasoli, IFCH-Unicamp.

A luta dos petroleiros é uma luta em defesa de um país soberano e, portanto, deveria ser uma luta de toda a sociedade. Não existe no mundo potência que não considere energia, em especial, o petróleo, como elemento estratégico ao seu desenvolvimento e à sua autonomia. Por isso, nenhum país efetivamente soberano entrega o controle de seus recursos energéticos às empresas estrangeiras. Não há como existir um projeto de autonomia sem o controle do estado sobre a política energética. Isso foi algo entendido claramente pelas nossas gerações passadas, quando criaram a Petrobrás e o monopólio do petróleo. Não fizeram nada muito diferente do que se faz lá fora ao priorizar a defesa do interesse nacional. Assim, a luta dos petroleiros em defesa da Petrobrás é de todos brasileiros que almejam um país independente. No atual contexto, os petroleiros estão na vanguarda da resistência contra um governo cujo princípio de orientação estratégica é a destruição do estado nacional, de sua soberania e da própria sociedade brasileira, posto que atua como um governo de ocupação num contexto de paz punitiva. Resistir é preciso, e a luta dos petroleiros é a nossa luta.
Maurício Metri, professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa UFRJ.

A greve dos petroleiros é a resistência que a nossa classe precisa.
Alessandro de Moura. Prof Pós-graduação PUC-SP.

A greve dos petroleiros é um protesto legítimo contra o desmonte de empresas públicas e em defesa dos direitos sociais e trabalhistas diuturnamente vilipendiados por esse governo que não tem nenhum compromisso com a democracia. Que outras categorias de trabalhadores e trabalhadoras, igualmente atingidos pelo corte de direitos e pelas ameaças às liberdades democráticas, possam se solidarizar e se somar a essa greve, de modo a construirmos juntos um amplo movimento de oposição para enfrentar o neoliberalismo e o neofascismo.
Andreia Galvão, IFCH-Unicamp

Na república da barbárie floresce esperança com a resistência e luta dos petroleiros.
Andreia de Oliveira, professora, Departamento de Serviço Social - UnB

A Greve dos Petroleiros é um alento, é uma resistência às privatizações, ao desemprego, pela soberania nacional. Que outras categorias se somem aos petroleiros. Toda solidariedade!!
Joana A Coutinho, Professora de Ciência Política na Universidade Federal do Maranhão.

Na luta contra o neofascismo e o neoliberalismo, somos todos petroleiros!
Gabriel Vitullo, professor de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

A greve de petroleiros contra as demissões de companheiros, contra a privatização da Petrobras e contra as políticas neoliberais do governo de Bolsonaro e Guedes mostrar a dignidade dos trabalhadores e mostram o caminho de resistência e luta de deve ser apoiado e seguido por todos os trabalhadores deste país. Da minha parte gostaria expressar minha solidariedade, apoio e admiração pelo movimento. Somos todos petroleiros!!!
Javier Amadeo, professor de Ciências Sociais na Universidade Federal de São Paulo

Os petroleiros estão na linha de frente na luta por emprego, por direitos sociais e contra a privatização das riquezas nacionais. A privatização da Petrobras não afeta apenas a vida de milhares de trabalhadores/as que poderão ser demitidos/as, mas prejudica a vida de todos/as nós. Precisamos apoiar, exigir o direito constitucional à greve e nos juntarmos a esta batalha contra todas as ofensivas ultraliberais deste governo reacionário.
Marcela Soares - Professora da Escola de Serviço Social da UFF.

Todo apoio e solidariedade à greve dos petroleiros! Ela é justa e necessária. Significa a retomada das lutas sociais contras demissões em massa, contra as privatizações e terceirizações que retiram os direitos do trabalho e precarizam a vida dos trabalhadores e trabalhadoras. Contra o descaso, a intransigência e a truculência daqueles que consideram homens e mulheres que vivem do trabalho mercadorias descartáveis. Que seja o começo!
Fabiane Santana Previtali, socióloga, professora da Universidade Federal de Uberlandia -UFU.

A luta dos petroleiros não é só deles, mas de todos nós. Uma luta contra o caráter entreguista e anti-trabalhador/a desse governo. Uma luta que, a despeito de todas as ameaças, deverá se ampliar e fortalecer para enfrentar a tragédia imposta pelo governo Bolsonaro.
Bruno de Conti - Professor do IE/Unicamp.

Todo apoio aos petroleiros e petroleiras em greve! Todo apoio às greves dos trabalhadores e das trabalhadoras! A greve já foi - e ainda é - um direito, porém, há tempos ela é cerceada pelo judiciário que tem tornado as greves ilegais. Essa atitude autoritária do judiciário torna a greve não só um direito mas também um dever de todos os trabalhadores e de todas as trabalhadoras que têm seus empregos ameaçados, que têm perdido direitos, que têm sentido o poder de compra de seus salários diminuir, que têm adoecido física e psiquicamente por causas das intensas e extensas jornadas de trabalho. Enquanto sofremos tudo isso, as empresas divulgam seus lucros, e são lucros nas casas dos bilhões de reais, vários bilhões. A greve dos petroleiros e petroleiras é em defesa dos empregos, mas não é só isso, é também uma denuncia sobre como são tratados àqueles e àquelas que produzem os bens necessários à vida de todos e de todas. Se a greve vai causar desabastecimento, isso só comprova que nós trabalhadores e trabalhadoras somos insubstituíveis, que se somos nós que tudo produzimos é a nós tudo pertence, então ainda que digam que a greve é ilegal, saibamos que ela não é injustiça. Injusto é tirarem o que é nosso! Lutar para termos condições de vida realmente humanas é nosso dever! Rumo à greve geral!!
Deise luiza Ferraz, professora da faculdade de ciências econômicas da UFMG.

Todo apoio à combativa greve nacional dos petroleiros e em defesa de uma Petrobrás integralmente estatal e sob gestão direta dos trabalhadores!
Gilson Dantas, pós-doutorado em Politicas Sociais pela UnB, vinculado ao NEPPOS-UnB e integrante do Esquerda Diário.

A greve dos petroleiros representa, hoje, uma das principais manifestações contra os abusos que os trabalhadores vem sofrendo. Espero que as outras categorias adiram ao necessário engajamento que este momento da nossa historia pede de nós. Todo apoio a luta dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.
Professora Cristina Dias - UFJF.

Em maio próximo completam-se 25 anos da greve histórica de 32 dias, quando o vigoroso movimento dos petroleiros mostrou a alma autocrática de FHC. O "democrata" preferiu a intervenção do exército nas refinarias ocupadas ao diálogo com os grevistas. Estávamos nos marcos iniciais do neoliberalismo e os ataques violentos à categoria evidenciavam a sua combatividade.
Após anos de sucateamento da Petrobrás e seus trabalhadores, eis que a classe dos petroleiros ressurge no momento mais dramático da nossa história, abrindo uma importante barricada contra a barbárie. Estamos juntos e que outros movimentos se somem a eles.

Maria Orlanda Pinassi.

Todo apoio à greve dos petroleiros.
Frederico Almeida, IFCH-Unicamp

A mais importante trincheira da luta contra o governo governo entreguista de Bolsonaro é a greve dos petroleiros. É fundamental cerca o movimento com solidariedade e tudo que possa fortalecer a luta desses trabalhadores. E que essa onda contagie outras categorias fundamentais da classe trabalhadora. Rumo à greve geral!
Demian Melo, professor de História da UFF

A nossa solidariedade aos trabalhadores e terceirizados da Petrobrás e nosso apoio à greve da categoria que ganha força a cada dia. Que a força do movimento sirva de inspiração e motivação para as demais categorias e para a sociedade, que são, diuturnamente, perseguidas e vitimadas pelas medidas desastrosas e pouco civilizadas do desgoverno de ultradireita.
Rogério Picoli, professor na Faculdade de Filosofia,UFSJ

A greve dos petroleiros é o principal fato político depois do ’Ele Não’. A defesa da Petrobras e da categoria de petroleiras e petroleiros possui hoje uma capacidade aglutinadora e mobilizadora como, talvez, nenhuma outra luta social. O desmonte da Petrobras está no centro do assalto ultraliberal posto em marcha após o Golpe de 16 e por este governo fascista. Convergem nesta luta o combate às privatizações de empresas públicas, à financeirização de setores públicos estratégicos e à precarização das relações de trabalho; e a defesa da soberania e da economia nacional. Todo e irrestrito apoio à greve petroleira!
João Roberto Lopes Pinto, Doutor em Ciência Política, professor da UNIRIO e PUC-RJ e coordenador do Instituto Mais Democracia

A greve dos petroleiros é em defesa do Brasil. O que o governo deseja é privatizar a PETROBRAS e a privatização significa doar o patrimônio público à sanha do capital internacional. Todo apoio aos petroleiros.
Carlos A. F. Lima, NEBC/CEAM, UnB

A greve dos petroleiros é a mais importante luta da classe trabalhadora contra o governo neofascista de Bolsonaro. É, portanto, uma luta não só dessa categoria, mas para todos nós. Mostra o caminho para todos/as os trabalhadores e as trabalhadoras do país contra todos os retrocessos do governo. Toda força e solidariedade com os petroleiros! Fora Bolsonaro!
Sean Purdy, Professor de História, USP.

Todo o meu apoio e solidariedade à greve dos petroleiros. São trabalhadores que lutam não apenas por seus empregos, o que por si já seria uma causa justa, mas também contra a privatização da Petrobras e a entrega das nossas riquezas. A força deste movimento deve se estender para outros setores, para que possamos deter a perda de direitos tão duramente conquistados e também o desmonte da educação pública e do Sistema Único de Saúde, para o favorecimento de interesses privados. Considero ainda que a grande imprensa mesmo aquela que agora faz uma frágil oposição ao governo, assumiu a vergonhosa posição de silenciar diante do movimento nacional dos petroleiros, abrindo mão de seu principal compromisso social, que é o da informação.
Ana Luce Girão, historiadora, pesquisadora da FIOCRUZ.

GREVE: FERRAMENTA DE LUTA E PROMOÇÃO DA CONSCIÊNCIA DA CLASSE TRABALHADORA

É urgente que as organizações de esquerda brasileiras se articulem e se organizem em direção ao apoio irrestrito a greve dos petroleiros do Brasil. Mais que isso, é preciso que as organizações, com poder de mobilização, promovam ampla discussão com os trabalhadores de todas as categorias, nesse momento, por exemplo, o diálogo profundo com os caminhoneiros, é fundamentalmente necessário, acerca da importância da participação e apoio ao movimento dos trabalhadores da Petrobrás.
Nesse sentido, buscar-se-á a apreensão e compreensão autêntica que tal insurgência, diante da tirania do governo Bolsonaro/Guedes, ou melhor dizendo, Guedes/Bolsonaro impõe à sociedade brasileira em sua totalidade. Tirania que visa o completo desmonte do público, do Estado a imposição da gestão privada, em sua forma neoliberal, como princípio de organização estatal, promovendo a retirada total dos direitos sociais e trabalhistas. Esse processo se estende desde a Petrobrás às Universidades Federais, passando pelas políticas públicas (neoliberais) de promoção de distribuição de renda, dos direitos humanos até os direitos mais básicos, a educação fundamental é um exemplo, a partir do possível encerramento do Fundeb. A greve dos petroleiros representa em si, a oportunidade do levante da classe que sobrevive da venda de sua força de trabalho aos capitalistas, relação estabelecida a partir da troca da efetivação do trabalho, em pró do capital, por salários. Esse último, absolutamente insuficientes à promoção da dignidade humana. Tal possibilidade se coloca na oportunidade aberta, pelos trabalhadores da Petrobrás, em promover o que pode-se chamar: do acender da consciência de classe, ou seja, a oportunidade em explicitar aos explorados essa relação sínica, opressora e exploradora da totalidade da classe que sobreviver da venda de sua força de trabalho ao capitalista.
Por fim, para as organizações, está posta a possibilidade em promover a greve geral, paralisar por completo os setores produtivos, do comércio e serviço afim de avançar na luta pela superação da sociedade de classe e da relação social fundamental que a sustenta, o capital.
"Socialismo ou barbárie" (Mészáros!)

Daniel Handan Triginelli, doutor em educação pela Faculdade de Educação da UFMG, professor de História da rede municipal de Belo Horizonte.

Todo apoio à greve dos petroleiros.
Jesus Ranieri, IFCH-Unicamp

É central na conjuntura política no país nos solidarizar ativamente com a greve dos petroleiros por ser a principal greve operária em curso contra o governo Bolsonaro. Em momentos em que outras categorias estão construindo a possibilidade de uma greve nacional de educação, professores federais e servidores técnico-administrativos, assim como o funcionalismo público o triunfo da greve dos petroleiros fortaleceria aqueles que lutamos para barrar o conjunto das políticas autoritárias do governo.
Gonzalo Adrián Rojas, Professor Ciência Política, Universidade Federal de Campina Grande

Manifesto minha total solidariedade à greve das trabalhadoras e trabalhadores petroleiros e somo-me àquelas/es que vêm manifestando preocupação e repúdio às medidas de conteúdo autoritário e ofensivo ao direito de greve.
Luci Praun, Universidade federal do Acre.

A heroica greve dos petroleiros aponta o único caminho para a defesa dos direitos dos trabalhadores e das liberdades democráticas, ameaçadas pelo governo fascista de Bolsonaro: o caminho da luta, da resistência firme e determinada, com muita coragem e persistência. Se todos os que se opoem ao atual desgoverno fizessem como os petroleiros, nossa seria outra.
Igor Fuser, professor de Relações Internacionais, UFABC

Somos todos petroleiros e petroleiras! Desde o primeiro momento me solidarizei e apoiei essa vigorosa Greve dos petroleiros e petroleiras contra a exploração brutal que se abate sobre a classe trabalhadora acrescida da destruição privatista da Petrobrás. Todos que lutam em defesa dos direitos que estão sendo destruídos por esse (des)governo fascista a serviço do capital devem se somar à essa luta!
Bia Abramides, professora do Programa de Estudos Pós Graduados em Serviço Social, PUC-SP.

Todo apoio aos petroleiros que agora são a vanguarda na defesa dos interesses dos trabalhadores e mesmo de um futuro para todo o povo do Brasil. Em especial, defendem o direito a greve contra as vergonhosas sentenças do TST e STF que cinicamente proíbem a greve.
Almir Pepato, professor do ICB, UFMG.

A greve dos petroleiros é exemplo da luta e resistencia do povo brasileiro contra a perda de direitos que estamos vivendo no país. Não à privatização da Petrobras! Não a esse modelo autoritário de governo! Seguimos na luta! Todo apoio aos petroleiros! Que esta greve sirva de exemplo para toda a classe trabalhadora brasileira.
Lucinha Alvarez, professora da Fae/UFMG.

O que não faltam são motivos para uma greve geral no Brasil hoje. Em praticamente todos os setores e pelas mais variadas razões. Vivemos um acelerado processo de precarização do trabalho, além de todo tipo de insulto e desrespeito aos trabalhadores e, em especial, aos servidores públicos. Por muito menos, várias categorias já paralisaram no passado. Todo apoio à greve dos petroleiros! Estamos juntos!
Marco Antônio Alves, professor do departamento de Direito na UFMG.

A APROPUC-SP- Associação dos Professores da PUCSP manifesta seu apoio e solidariedade a importante greve dos petroleiros e petroleiras que lutam contra a exploração abusiva do trabalho e contra a privatização da Petrobrás. Essa greve é fundamental para impulsionar novas lutas nas ruas e construir uma Greve Geral contra o (des) governo fascista no país a serviço do capital!




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