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REFORMA TRABALHISTA

Indústria de Minas Gerais quer pagar miseráveis R$ 7,51 por hora para soldador

O oferecimento dessas vagas no site do Sine mesmo antes da sua entrada em vigor é mais um sinal de que as patronais então com sangue nos olhos para acabar com os direitos dos trabalhadores e aumentar seus lucros.

terça-feira 31 de outubro| Edição do dia

Desde outubro o Sistema Nacional de Empregos já está divulgando vagas com as novas regras da reforma trabalhista que atacam a CLT. Em Itabira, vagas de trabalho intermitente (por hora) são pedidas na indústria pagando R$ 7,51 na hora. A maioria são para soldadores, voltadas a construção civil e indústria. Outra vaga paga miseráveis R$ 4,85 por hora para um soldador que venha ocupar a vaga de deficiente físico.

As vagas intermitentes, com pagamento por hora de trabalho, ou seja, sem a garantia de um salario mensal mínimo para o trabalhador, foram aprovadas com parte da reforma trabalhista de Temer e seu governo golpista, mas somente entrariam em vigo a partir do dia 11 de novembro. O oferecimento dessas vagas no site do Sine mesmo antes da sua entrada em vigor é mais um sinal de que as patronais então com sangue nos olhos para acabar com os direitos dos trabalhadores e aumentar seus lucros.

As batalhas anteriores a implementação da reforma trabalhista mostraram duas coisas; o dia da greve geral do dia 28 de abril evidenciou que os trabalhadores tem a disposição e a força necessária para enfrentar esses ataques, mas por outro lado o dia 30 de junho mostrou que as centrais sindicais nunca queriam travar uma verdadeira luta para barrar as reformas e sim melhores condições de negociar seus interesses de burocratas, como o imposto sindical.

Por isso precisamos nos organizar fortemente como no Rio Grande do Sul para barrarmos a implementação de jornadas intermitentes, como já anunciam em MG, e do conjunto da reforma trabalhista nos locais de trabalho. Como vimos isso só pode ser feito se lutarmos para retomarmos os sindicatos das mãos dessas verdadeiras burocracias vendidos e coloca-los a serviço da defesa dos diretos dos trabalhadores.




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