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EQUADOR

Crianças indígenas no Equador comemoram revogação do decreto 883, imposta ao governo

Após grandes mobilizações, o presidente Lenín Moreno recuou e a revogou do decreto que retirava subsídios aos combustíveis.

segunda-feira 14 de outubro| Edição do dia

Imagem: Martin Bernetti/AFP

A população equatoriana celebrou a derrota do governo por todo o país. O Decreto 883 foi revogado fruto da luta de classes, e da imensa força da população indígena junto a população urbana que impuseram essa derrota ao governo. Veja vídeo da comemoração:

Para levar mais longe a política de subordinação do Equador aos EUA, o novo presidente Lenin Moreno, alinhou ainda mais sua política com Trump, firmando um compromisso com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e realizando um empréstimo de US$ 4,209 bilhões com o FMI. As reformas trabalhistas e fiscais proporcionaram um aumento de 123% no diesel e na gasolina.

Moreno declarou que o decreto 883 será revogado e substituído por um novo texto, a ser redigido por uma comissão integrada por organizações do movimento indígena
As direções da confederação das nacionalidades indígenas (CONAIE) do Equador buscam negociar um novo decreto junto ao governo, a revelia do imenso movimento de massas que se radicalizou para derrotar o ataque.

O triunfo parcial mas muito importante deve ser levado a cabo sem nenhuma concessão nem a Lenin Moreno nem ao FMI. É necessário derrubar o governo Lenin Moreno e batalhar com os métodos da luta de classes para impor uma assembleia constituinte livre e soberana para que os indígenas, os trabalhadores e os camponeses que se levantam decidam todos os aspectos da política do país.

A luta dos trabalhadores e do povo equatoriano mostra o caminho a ser seguido na América Latina, frente aos ataques dos governos da região e os ajustes do FMI, como no Brasil, Argentina, Chile ou Peru. Planos estes que devem ser enfrentados nas ruas.




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