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Indígenas da etnia Katu do RN tem suas casas ameaças de demolição por usineiros

Funcionários da Usina Estivas, de propriedade da companhia Pipa Agroindustrial, ameaçam demolir casas de moradores da aldeia indígena Katu. A aldeia fica no município de Canguaretama, a 78km de Natal, capital potiguar, às margens do rio Katu.

quinta-feira 13 de fevereiro| Edição do dia

Os funcionários da usina, localizada em Arês, na divisa com a aldeia, chegaram na comunidade com tratores alegando ter documentos que compravam a posse das terras. Em nenhum momento esses documentos foram revelados. Na terça-feira, 11, os tratores retornaram e ficaram circulavam as casas, assustando as famílias e crianças da aldeia.

A usina possui uma plantação de cana, que, segundo os indígenas, tem poluído o solo e ameçando contaminar o rio devido ao alto nível de agrotóxicos usado.

“Eles chegaram aqui dizendo que o terreno era deles, ficaram dando voltas com o trator em torno da casa , alegaram que tinham um mapa que provaria o que estavam dizendo, mas não mostraram nada, causaram um terror nas crianças e moradores. Como é que chega alguém numa determinada casa e quer demolir sem nenhum documento ou mandado? Nós estamos aqui há séculos e eles querem diminuir cada vez mais nosso espaço”, afirma o cacique Luiz Katu, ao jornal Saiba Mais – RN.

A aldeia não possui demarcação. Na realidade, o Rio Grande do Norte não possui terras demarcadas para os povos indígenas. Hoje existem 13 comunidades no território potiguar.

Denunciamos as ameaças e nos solidarizamos com a aldeia Katu, exigindo a imediata demarcação de suas terras e de todas as comunidades indígenas potiguares!




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