Internacional

INCÊNDIO EM PORTUGAL

Incêndio florestal em Portugal: não existem desastres naturais

Leticia Parks

São Paulo

terça-feira 20 de junho| Edição do dia

O incêndio que começou no sábado, dia 19/06, na região de Pedrógrão Grande. Já se contabilizam 64 mortos e 153 feridos. Até a manhã de hoje o incêndio não retrocedia e progredia das regiões de Coimbra e Leiria para Góis, considerada pela Proteção Civil como a zona mais perigosa. Aqui no Brasil vivemos alguns dos piores desastres “naturais” já registrados no mundo, como foi a inundação completa da cidade de Mariana, em Minas Gerais, resultante de uma exploração gananciosa e irregular da empresa mineradora Vale.

Portugal é um dos países mais atingidos pelos cortes e ajustes da crise econômica, esse país que já passou por importantes levantes operários durante o séc. XX. Como parte da União Européia, Portugal sofre os embargos que a Alemanha impõe aos países mais fracos da cadeia, como demissões, limites orçamentários e outras questões que desafiam frontalmente a capacidade de prevenir e combater ocorrências desse tipo.

Apesar da aparente inevitabilidade de um desastre como esse, há diversas formas eficazes de prevenção e contenção de incêndios, inundações, etc, que são totalmente negligenciadas pelo Estado capitalista em todos os pontos do globo, pois significa um tipo de custo que não dá nenhum retorno em lucro para esses que a vida humana não vale nada em comparação com sua riqueza individual.

A luta para que os capitalistas paguem pela crise é urgente no marco, inclusive, de impor limites aos danos ao ecossistema e, consequentemente, à humanidade, gerados pela sede de lucros e pela tentativa dos ricos e poderosos de que os trabalhadores paguem com suas vidas pela crise.




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