Sociedade

PRIVATIZAÇÕES

Imprensa golpista tenta vender ideia de que privatizações seria bom negócio

Em sua propaganda enganosa favorável às privatizações, Temer não está sozinho: conta com uma parcela importante da grande mídia golpista. Afoitos na criação de argumentos para defender os negócios dos grandes capitalistas, foi a vez da Folha de S. Paulo arriscar novos argumentos para os velhos interesses a serviço do maior lucro aos capitalistas. A quem serve esses negócios?

Flavia Valle

Professora, Minas Gerais

terça-feira 9 de janeiro| Edição do dia

Afoitos na criação de argumentos para defender os negócios dos grandes capitalistas, A Folha de S. Paulo, em matéria de destaque de sua edição dessa terça-feira, 09, diz que nos últimos 2 anos as estatais federais custaram R$ 40 bilhões à União.

E entre as empresas citadas, estão empresas federais como Valec, Infraero e Emprapa. A Eletrobrás aparece como a que apresenta de longe a pior situação. Isso não por acaso. A grande articulação do governo golpista em privatizar a Eletrobrás é de deixar os capitalistas eufóricos. Este visa triplicar o custo por megawatt/hora da energia gerada, o que geraria 10 bilhões por ano, aos custos do aumento dos gastos para a população, da venda a preço de banana da maior produtora de energia no país, junto à Itaipu, além do aumento das demissões e da superexploração do trabalho.

Esse plano de venda das riquezas naturais está correndo de forma acelerada e o montante dado para os empresários e capitalistas é de deixar 40 bilhões no chinelo. Visto recém acordo contra a Petrobrás em que a Receita Federal arbitrou uma multa de R$ 17 bilhões à estatal que caso pagos terão o destino de seguir submetendo as riquezas naturais aos interesses imperialistas norte americanos, através do pagamento dos títulos da dívida externa e uma grande parcela da dívida interna que é controlada por bancos estrangeiros através de suas filiais “brasileiras”.

Além dessa ação criminosa de venda como estratégia de venda da Petrobrás, os grandes capitalistas são favorecidos com quantias milionárias por vis de isenção de impostos, como o Itaú, que se viu livre de pagar R$25 bilhões em impostos, ou a JBS, cujos donos estão na lista dos mais corruptos do país e tiveram a isenção de bilhões de suas dívidas nos últimos anos.

Esse projeto de venda das riquezas de nosso país vem também pela via de aumentar a podridão em que se encontra o Congresso com a compra dos votos dos parlamentares em banquetes e emendas bilionárias. Apenas em dois meses de 2017, junho e julho, o governo Temer autorizou mais de R$ 4 bilhões em emendas como meio de salvar sua própria pele e escapar do processo de sua cassação.

Para lutar contra as privatizações e a entrega de nossas riquezas ao capital imperialista, é preciso retomar o caminho das mobilizações. Os vastos recursos naturais de nosso país tem que servir às melhorias das condições de vida da população brasileira e não para a corrupção e e à ganância capitalista. Contra as privatizações, lutamos para a reestatização das empresas privatizadas, porém administradas democraticamente pelos trabalhadores.




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