Política

ELEIÇÕES 2016

Importante votação anticapitalista no Rio de Janeiro em Carolina Cacau

segunda-feira 3 de outubro| Edição do dia

Neste domingo 1842 vozes anticapitalistas expressaram nas urnas a luta contra os privilégios dos políticos e em defesa de que todo político ganhe igual uma professora. Quero agradecer a cada um que foi parte e apoiou esta campanha militante. Desde o início tivemos que enfrentar a contra-reforma de Cunha, sem tempo na TV, rádio ou dinheiro e com centenas de restrições criadas para calar a voz da esquerda e dos trabalhadores nas eleições.

Travamos um combate contra essa democracia dos ricos para conseguir expressar a voz dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, negros e LGBT no Rio de Janeiro.

Estivemos manhã, tarde e noite percorrendo diversas regiões da cidade, panfletando em portas de escola, porta de universidades, locais de trabalho, em uma campanha militante lado a lado com estudantes da UERJ, UFRJ, secundaristas que participaram das ocupações de escolas, dos vitoriosos garis da greve de 2014, terceirizadas da UERJ que lutaram com a demissão, de vários trabalhadores precários e professores que protagonizaram uma greve de 5 meses.

Uma campanha com poucos recursos, mas com muita paixão, que provou que o Rio de Janeiro merece uma voz anticapitalista para representar os setores mais explorados desta cidade propagandeada como a vitrine do Brasil e a “Cidade Maravilhosa”, mas que é profundamente desigual e violenta contra os trabalhadores, os mais pobres, os negros, as mulheres, os moradores das favelas.

Nossa campanha bateu de frente com a direita golpista, expressando a necessidade de se organizar para combater os políticos da direita reacionária com independência do caminho da conciliação de classes traçado pelo PT. Através do Esquerda Diário, uma imprensa militante de esquerda e independente do PT, cobrimos os fatos à partir do olhar dos trabalhadores, demonstrando o reacionarismo de políticos golpistas como Crivella, Flavio Bolsonaro, Pedro Paulo; e também contra a política de conciliação de classe representada por Jandira, que levou o PCdoB à aceitar este golpe.

Neste sentido, os próximos passos no Rio para derrotar esta direita golpista, a influência dos empresários e da Igreja, deve ser com uma política de independência de classe e de todos que conciliam com ela como PT, PcdoB e REDE.

Chamamos todos os que apoiaram, militaram e votaram em nossa política anticapitalista para derrotar os ataques do governo golpista e forjar uma saída dos trabalhadores e da juventude, a conhecer-nos e organizar-se conosco nas lutas e no combate diário ao capitalismo no Rio de Janeiro.




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