Política

CRISE NO GOVERNO TEMER

Ignorando crise política, Secretario de Temer diz que reforma da previdência é inevitável

Em entrevista ao Estadão o secretário da Previdência Marcelo Caetano afirma que a aprovação da Reforma da Previdência é uma questão de Estado e ameaça dizendo que atrasos podem trazer uma reforma mais forte.

quarta-feira 24 de maio| Edição do dia

Depois da possibilidade de atraso da votação da reforma da Previdência após os escândalos nas delações da JBS envolvendo o presidente golpista Michel Temer, o secretário Marcelo Caetano diz que a votação da reforma está desvinculada do Governo e que é uma questão de Estado. Apesar de defender a votação o quanto antes da reforma ameaça: “Se houver prorrogação, a reforma terá que ser mais forte”.

Elogia o governo golpista dizendo que governos que propõe reformas são corajosos, pois os “benefícios” são vistos a longo prazo, e diz que seria mais fácil para o governo fingir que não há problemas e prorrogar. Diz ainda que a reforma é inevitável, por conta nos rombos no caixa da previdência e até porque como aumentou a idade de vida da população é inevitável que cresçam as despesas da previdência.

Afirma que proposta está pronta para ser votada e que agora só depende do Congresso para encaminhá-la. Defende a votação o quanto antes e diz: “Quanto mais se prorrogar a reforma, vai ter que compensar o que deixou de ser feito para trás. Se houver uma (prorrogação), o que eu não acredito, trabalhando de maneira hipotética, a reforma terá de ser mais forte. Mas isso não é uma hipótese com a qual eu trabalho.”

Uma reflexão:

O interessante de se observar no discurso do secretário, e que a cada dia fica mais claro com a impopularidade de Temer, é que para a burguesia e para o judiciário pouco importa quem é a marionete com faixa presidencial, o que está em jogo é descarregar a crise nas costas dos trabalhadores. Mais interessante ainda é declarar que a previdência está sem dinheiro, enquanto vemos o golpista Temer perdoando bilhões em dívidas para alcançar seus objetivos, como foi o caso, por exemplo, de uma dívida de 26 bilhoes perdoada do agro negocio, para obter apoio da bancada ruralista e passar suas reformas. Sem falar das dívidas perdoadas de grandes empresas e bancos, como o Itaú. Falando ainda em falta de dinheiro, vemos vários casos de lavagem de dinheiro público declarados em rede nacional, mas não vemos o secretário falar desses milhões que rolam por debaixo dos panos serem direcionados para cobrir a conta da previdência, ou investir em saúde e educação. Não questiona os jantares milionários oferecidos pelo ilegítimo Temer, ou os milhões gastos com sorvete belga.

Fica claro que as intenções aqui são em defesa dos capitalistas e em prol do capitalismo, não da população. Essas reformas atendem aos interesses das grandes empresas e bancos, e só nos atacam e colocam a situação da classe trabalhadora cada dia mais miserável. O capitalismo é tão miserável que transforma seu próprio avanço em um problema, pois está colocando que o problema aqui é viver mais tempo e não a exploração desse sistema.

O secretário nos ameaça dizendo que se as reformas não passarem agora virão mais forte, pois nós temos algo a dizer a ele: Não Passarão!

Diante do cenário político, que está claramente um caos, não podemos acreditar que eleições diretas são uma saída. Temos que mudar as regras desse jogo e não só trocar os jogadores. Impor através da luta uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, que todo político ganhe o mesmo que um professor, que todo cargo publico seja revogável, circular, que tenhamos nas nossas mãos as decisões das nossas vidas.

Agora em Brasilia estamos resistindo para dar esse recado: Greve Geral até barrar as reformas e Temer! Por uma nova constituinte imposta pela luta!




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