Política

ELEIÇÕES 2018

Ibope retém pesquisa após decisão do TSE sobre Lula, denunciando aliança com golpismo

Ibope-Globo segura liberação de pesquisa, mostrando novamente que está alinhada com o golpe e com a manipulação do judiciário nas eleições de 2018.

quarta-feira 5 de setembro| Edição do dia

A pesquisa das intenções de votos para presidência nessas eleições realizadas pelo Ibope e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está retida devido à decisão do tribunal frente à candidatura de Lula. O Ibope seguia realizando as pesquisas mantendo dois cenários possíveis e totalmente dicotômicos: com a possibiliade da candidatura do petista e sem. A retenção da pesquisa pelo Ibope e sua carta de esclarecimento divulgada mostram que o Ibope-Globo está alinhada com a manipulação do judiciário nessas eleições.

O TSE decidiu o dia 1º de setembro, indeferir o registro da candidatura de Lula proibindo sua participação nas eleições, bem como seu aparecimento em campanhas ou propaganda eleitoral. O Ibope alega que "Diante disso, na manhã de sábado, antes da realização da pesquisa, e para estar de acordo com o julgamento e as determinações do TSE, o Ibope não pesquisou o cenário com Lula, diferentemente do que constava do registro da pesquisa, aplicando apenas o cenário alternativo, tendo Haddad como candidato."

O judiciário, tem tomado diversas medidas para atacar o direito do povo escolher em quem votar: partindo da prisão arbitrária de Lula, que concentra em quase metade das intenções de voto, e caçando o direito do petista aparecer na televisão e até mesmo nas propagandas de radio. Essas medidas autoritárias do judicário, que descaradamente manipulam o processo eleitoral, estão a serviço de dar melhores condições aos candidatos que agradem o "mercado" nestas eleições, como Alckmin e Bolsonaro.

Novamente, a Globo caminha lado a lado com o golpismo e com a continuidade do golpe institucional, bem como com o avanço da Lava-Jato como uma ferramenta do judiciário capaz de selecionar a participação dos candidatos nas eleições.

Não defendemos o voto no PT, pois governaram em aliança com a direita, abrindo espaço para o golpe e não combatendo o avanço do golpismo sobre todos os direitos dos trabalhadores e do povo, apoiando-se na força e na organização dos trabalhadores. A lei "Ficha Limpa", criada pelo próprio PT, é hoje o que os enforca: permitindo ainda mais poder ao judiciário, que dita as regras e os candidatos do processo eleitoral de 2018, servindo como um mecanismo legal para atacar o direito ao voto.

O PT já mostrou que não é alternativa nenhuma ao combate à direita: mesmo dirigindo a maior central sindical do país (CUT), a utiliza para frear as lutas dos trabalhadores, como acaba de fazer traindo a mobilização dos bancários. Este "mal menor", levou rapidamente ao pior, ao golpe e ao fortalecimento da extrema direita.

Mas, defendemos incondicionalmente o direito da população votar em quem quiser (inclusive em Lula, se assim decidirem), um dos poucos direitos ainda garantidos pela democracia dos ricos, que hoje se mostra cada vez mais em ruínas. Para batalhar contra o autoritarismo judiciário e da direita, com completa independência do PT que os fortaleceu, lançamos nossas candidaturas como uma ferramenta da classe trabalhadora, juventude, mulheres e negros, uma tribuna desde a qual batalhamos programaticamente para que os capitalistas paguem pela crise.




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