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Ibaneis e Edison Garcia: privatistas representantes do regime do golpe institucional

Tanto o governador Ibaneis Rocha, um milionário do MDB de Temer e Renan Calheiros, quanto Edison Garcia, presidente da CEB desde de 2019, estão mais do que nunca interessados em vender a preço de banana a CEB. Só a mobilização dos eletricitários e das demais categorias do DF e entorno pode impedir isso.

quinta-feira 26 de novembro de 2020| Edição do dia

O multimilionário governador do DF, Ibaneis Rocha, um político burguês do MDB de Temer e Renan Calheiros - partido do centrão fisiológico herdeiro direto da ditadura militar - é um agente do privatismo do regime do golpe institucional de Bolsonaro, Mourão e Guedes. Ao seu lado, temos Edison Garcia, presidente da CEB e da CEB-D desde de 2019. Mais do que nunca, ambos estão interessados em vender a preço de banana a CEB, tornar o patrimônio público uma mercadoria para o lucro de meia-dúzia, precarizar o trabalho e aumentar a terceirização na empresa. O caos no Amapá é emblemático do que se trata a privatização: lucro para alguns banqueiros e monopólios imperialistas; fome, sede e falta de luz para a esmagadora maioria da classe trabalhadora e do povo pobre.

Diretamente de sua mansão no Lago Sul, o milionário Ibaneis quer a CEB na mão de meia-dúzia de capitalistas

O governo de Ibaneis está marcado por ataques, tais como o aumento da passagem de ônibus para gritantes R$5,50; cortou o salário dos metroviários; uma política higienista agora contra os ambulantes no Plano Piloto - entre muitos outras agressões e arbitrariedades.

Mesmo diante da pandemia, o governador não providenciou testes massivos para organizar uma quarentena racional, não garantiu emprego e renda dignos para o povo pobre - e que teve de depender do auxílio emergencial: que já era pouco e agora Bolsonaro quer a sua extinção. Muito pelo contrário: Ibaneis fez quarentena em sua mansão no Lago Sul, esbanjando carne de primeira, enquanto os trabalhadores da linha de frente como foi o caso de muitos enfermeiros e trabalhadores da saúde não tinham acesso a testes e equipamentos de proteção individual. Boa parte dos trabalhadores da CEB não tiveram direito à quarentena, sobretudo os terceirizados. Portanto, Ibaneis representa a classe capitalista e está no governo para assegurar a exploração da força de trabalho da classe trabalhadora, mesmo que isso signifique mortes pela COVID-19 ou por péssimas condições de trabalho.

Agora, o que ele quer é privatizar a CEB. E mais que isso, estão na mira dele a Rodoviária do Plano Piloto, o Metrô e outras 19 estruturas. “Mais que necessária” - diz Ibaneis sobre a privatização; claro, mais que necessária para o projeto privatista para atender aos interesses de meia-dúzia de capitalistas, alinhando-se estreitamente com os interesses do regime do golpe institucional de Bolsonaro, Mourão, Guedes e os militares.

Indicado por Ibaneis, Edison Garcia virou presidente para garantir a privatização

O atual presidente da CEB, Edison Garcia, é o CEO da empresa desde janeiro de 2019. A partir de indicação do próprio Ibaneis, ele também assumiu, no segundo semestre do ano passado, o cargo de presidente da CEB Distribuição - um golpe habilidoso de Ibaneis para melhor encaminhar a privatização da empresa. Não à toa, ele também é membro do conselho administrativo do BRB - mais uma empresa estatal na mira de privatização.

Edison Garcia sempre está disposto a mentir de que a CEB está com um gigantesco rombo e que apenas a iniciativa privada pode dar conta. Claro, as contas da empresa estão abertas só para ele e seus amigos burocratas, aos trabalhadores que fazem a CEB acontecer todos os dias, nada. Fica a pergunta: como uma empresa que apresenta lucro líquido de R$ 119 milhões (mais que em 2018) de repente é ineficiente e precisa ser entregue a preço de banana!? O valor de venda foi fixado com mínimo de R$1,4 bilhões; Ibaneis, como sempre, não tem nem vergonha de dizer que “O valor avaliado pelo BNDES tem a expectativa de chegar em torno de R$ 2 bilhões, até R$ 2,5 bilhões, por ser um bem que é muito cobiçado pelos empresários da área”.

Na verdade, é justamente por isso que querem privatizá-la: porque se trata de uma companhia que dá lucro - e muito! Edison Garcia não podia deixar de entregar os lucros para meia-dúzia de capitalistas de monopólios imperialistas que tanto têm interesse na CEB, essa é a verdade.

Garcia possui um histórico de ataques aos trabalhadores, já foi acusado de coação, abuso de poder e represália contra uma conselheira da empresa - e não seria de se espantar visto seus ataques à classe trabalhadora.

Só a força da classe trabalhadora pode barrar a privatização

Ontem, dia 25, foi aprovada em assembleia extraordinária, por unanimidade, greve dos trabalhadores da CEB, contra a privatização, por salário e emprego digno. Diante dos interesses privatistas, a sede de lucro dos capitalistas endossada por Ibaneis e Edison Garcia, a greve é o único caminho para barrar as privatizações - apenas a luta independente da classe trabalhadora, dos eletricitários aliados com outras categorias, inclusive, é que pode dar resposta à altura a esses ataques. Se aliar com a burguesia, com as instituições do regime do golpe institucional não nos trará nada a não ser a derrota. É a classe trabalhadora quem tudo produz e tudo faz - e é ela quem tudo pode parar e mudar.

É nesse sentido que temos o judiciário, também cúmplice do golpe institucional. Ele não está do lado dos trabalhadores - e isso pode ser facilmente visto a partir da decisão do Tribunal de Contas do DF de que nem sequer pela CLDF a privatização da CEB precisa passar, ou mesmo quando o STF votou pelos supersalários de até mais de R$35,4 mil para o alto escalão de burocratas das estatais do DF, tais como Edison Garcia. Quando a CUT, repetidamente, tenta acionar a justiça contra Edison Garcia, tentando também suspender o leilão, nada se conquistará de efetivo e duradouro, pois as mesmas instituições com as quais essas organizações negociam estão por trás de dar vazão à privatização e os ataques aos trabalhadores - e foi o que aconteceu na greve dos Correios, quando o TST rasgou mais da metade do acordo coletivo da categoria.

Por isso, não podemos ter nenhuma confiança nessas instituições - as mesmas que tem em Edison Garcia e Ibaneis representantes muito valiosos dos interesses privatistas. Apenas a mobilização da classe trabalhadora, com os métodos históricos de luta dos explorados, com greve, é que se pode barrar a privatização e os ataques à categoria.




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