Gênero e sexualidade

DIA DA VISIBILIDADE TRANS

III Caminhada pela visibilidade Trans – Nenhuma Trans a menos!

No ultimo sábado (27/01) aconteceu na Avenida Paulista a III Caminhada pela visibilidade Trans. Centenas de pessoas se reuniram e marcharam até o Vale do Arouche, um lugar histórico da resistência LGBT na cidade.

segunda-feira 29 de janeiro| Edição do dia

A III Caminhada pela visibilidade Trans acontece num cenário de golpe e vem para dizer, nenhuma trans a menos! Apesar da visibilidade midiática que a população Trans teve no ultimo ano, com figuras como Pablo Vittar, Liniker, As Bahias e a Cozinha Mineira, entre outros, o Brasil é conhecido como o país do transfeminicidio, isso por que a cada 48 horas uma pessoa Trans é assassinada. No ano de 2017 foram registradas 179 mortes. Isso coloca uma expectativa de vida de apenas 35 anos.

Dentro do cenário nacional que vivemos de históricos ataques a classe trabalhadora, a população LGBT se vê ainda mais marginalizada e falando de mercado de trabalho a situação que já é péssima só tende a piorar. A ameaça da reforma da previdência quer nos fazer trabalhar até morrer com a desculpa que vivemos mais, mas se tratando dos LGBT e mais especificamente das pessoas Trans esse desculpa não cola nem de longe.

Por isso defendemos um plano de emergência contra o transfeminicidio e a violência aos LGBT que atenda imediatamente a pautas urgentes. Subsidio do estado para vitimas de violência e pessoas trans em situação de prostituição, precisamos de espaço que acolham as vitimas desse sistema que muitas vezes nos colocam em situações de rua e extrema vulnerabilidade. Cotas nas empresas públicas e privadas, que os LGBT e principalmente a população T, tenha acesso ao mercado de trabalho e não seja empurrada para a prostituição compulsória. Por acesso a saúde especializada, a medicina estuda pessoas Cis e de orientação heterossexual, precisamos de uma saúde que atenda as nossas demandas. Nas escolas um estudo que não seja cis ou heteronormativo, é preciso educar para o mundo, é preciso que se discuta gênero e orientação sexual nas escolas.

Saiba Mais: 4 medidas para um Plano de Emergência contra o transfeminicidio e a violência LGBTfobica

Precisamos defender uma luta aliada a classe trabalhadora que se coloque contra o golpe e as reformas golpistas. Chega de ataques aos nossos direitos!




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