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II Festival Solidariedade Operária de Futsal integra diversas categorias em SP

A segunda edição do festival contou com mais de 150 trabalhadoras e trabalhadores, amigos e familiares nesse dia 23/06 na quadra do sindicato dos Metroviarios de SP. Além da confraternização, 7 partidas foram disputadas e novamente quem venceu foi a unidade e solidariedade dos trabalhadores.

segunda-feira 25 de junho| Edição do dia

Um sábado de confraternização, troca de experiencias, diversão, churrasco, Karaoke, e claro muito futebol. Assim foi a segunda edição do Festival Solidariedade Operária De Futsal, organizado pelo portal Esquerda Diário na quadra doa Sindicatos dos Metroviarios, Tatuapé/SP. Como na sua primeira edição, e no campeonato realizado em 2015, o objetivo do festival é promover a integração e mostrar como a solidariedade entre os trabalhadores possui um caráter estratégico contra os patrões e a burguesia.

Foram mais de 150 trabalhadores, amigos e familiares de diversas categorias em SP, dentre eles, metroviários, ferroviários, professores, trabalhadores efetivos e terceirizados da USP, do Hospital Universitario, aeroviários, entre outros jovens estudantes e trabalhadores que também participaram da organização e estrutura do Festival.

7 partidas foram disputadas.

De manhã, o time OPS JAB, formado pelos seguranças da base de Jabaquara Linha 1 Azul, enfrentou o Dynamo Kierva, também formado por metroviários e amigos de diversas áreas do Metrô de SP. Numa goleada por 8 x 3, Wanderson foi um dos destaques da partida e marcou 4 gols.

Depois foi a vez do USP sem Arrego, formado por trabalhadores efetivos e terceirizados da USP, ganhar por 4 x 2 do GPTCera, conformado por trabalhadores e estudantes do Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital, do professor Jorge Souto Maior da Faculdade de Direito. Pablito, diretor do Sindicato dos trabalhadores da USP e representante o time, na premiação dedicou o troféu e a vitória do USP sem Arrego "as crianças imigrantes atualmente separadas das suas famílias nos EUA por conta da absurda política xenófoba e racista do governo Trump".

As 14hs ocorreu a disputa do triangular feminino. As trabalhadoras da USP do Minas Sem Arrego, não tomaram dimensão das adversárias e com 2 goleadas venceram o triangular. O primeiro jogo foi 5 x 0 contra as professoras do Atentas Para a Luta F.C. e o segundo jogo 5x 2 contra as metroviarias do Trem Bala. A líbero Isadora foi o grande destaque e com 6 gols ganhou o prêmio de Artilharia do Festival. Na disputa pelo segundo lugar, um jogo disputado e polêmico, depois do empate de 2 x 2 no tempo normal, o jogo entre Trem Bala e Atentas Para a Luta foi para a disputa de penaltis. Após 2 cobranças de cada lado, as professoras estavam ganhando por 2x1, mas por alguma confusão do momento a arbitragem considerou que as 3 cobranças já haviam sido realizadas e decretou a derrota dos times das metroviarias. O que foi tirado de letra pelas professoras, Marcela diretora da Apeoesp pela Oposição representante do time chamou as metroviarias para comemorar junto na premiação, e fez uma bela homenagem "a todos os professores que lutaram e derrotaram a reforma da previdência de Doria em SP esse ano, e aos metroviarios reintegrados que depois de 4 anos mostrou como a solidariedade de classe pode vencer o mais poderoso doa inimigos que estiver no governo". Assim como Patricia trabalhadora da USP, que na premiação também dedicou a vitoria com uma emocionante lembrança dos mais de 100 dias sem Marielle Franco, vereadora negra e de esquerda, brutalmente assassinada no RJ junto com seu motorista Anderson da Conceição.

Os dois últimos jogos foram sem dúvida os mais acirrados e disputados do Festival. O Código Verde, formado metroviarios da Linha 3 verde, jogou demais e por 2 x0 venceu a forte equipe do Trem da 7, formada pelos ferroviários da Linha 7 da CPTM. Ricardo "Che", diretor do Sindicato dos Metroviarios e representante do Código saudou a iniciativa do evento, e lembrou historicamente tambem como á quadra do Sindicato dos Metroviarios foi palco de importantes lutas do conjunto da classe trabalhadora, e como o futebol é uma via fundamental de integração essencial de trabalhadoras e trabalhadores.

Já os aeroviarios que contaram com o reforço de metroviarios e ferroviários no Aerochurras F. C., empataram por 2 x 2 com os estudantes da USP do Quarta Força Futebol e Internacionalismo (Q.F.F.I.). Nos pênaltis, Francielton fez a diferença e por 4 x 3 a vitoria garantiu o segundo troféu para o Aerochurras, já que na primeira edição do Festival eles também saíram vencedores.

No encerramento, Guarnieri operador de trem, Diretor da Fenametro e um dos organizadores do evento pelo Esquerda Diário, lembrou a importância do festival que chegou na sua segunda edição "para cada vez mais buscar integrar e unificar trabalhadores de diversas categorias, e até na nossa confraternização e no tempo de folga mostrar para os patrões que eles podem tentar nos atacar, mas não vão nos dividir". Guarnieri também falou do lançamento da nova campanha do Esquerda Diário contra o pagamento da divida publica: "Uma dívida ilegal, ilegítima e fraudulenta, cujo mecanismo atende os lucros dos capitalistas e empresários, enquanto ataca os direitos dos trabalhadores e promove um verdadeiro saque contra a populacao", comentou.

Confira algumas fotos e momentos do festival.




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