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GRÉCIA

II Congresso de Syrisa: elogio ao Tsipras e o ajuste

O presidente grego Alex Tsipras conseguiu um enorme respaldo de Syrisa ao obter mais de 92% dos votos para presidência da formação no congresso partidário realizado entre 13 e 16 de outubro. O apoio as políticas de austeridade e o ajuste ao povo trabalhador.

terça-feira 18 de outubro| Edição do dia

Alexis Tsipras, foi reelegido presidente de Syrisa, ao finalizar ontem a tarde seu segundo congresso. Dos 2.926 participantes, votaram 2.548, 92,39% dos votos, convertendo-o em líder indiscutível da formação. No congresso se elegeu também os 151 membros do comitê central, ou auditores e uma nova organização regional.

A partir de agora, o comitê central estará composto por 151 em lugar de 201 membros, com um corpo feminino de um terço que deverá ser e contará com um máximo de 25% de cargos governamentais.

Se bem, não houve fortes questionamentos a figura de Alexis Tsipras, quem conseguiu um 18% mais de aprovação que no primeiro congresso partidário em 2013, se existiram vozes críticas a várias políticas implementadas, particularmente pela distância entre o discurso com o que chegou ao governo grego e o acesso aos pedidos de ajuste da Troika. Sem embargo, essas vozes foram minoritárias e isoladas.

O novo comitê central deverá reunirse o mais cedo possível para eleger o novo secretário geral do partido e a sua secretaria política. Se tem ouvido que Tsipras deseja que o novo secretario geral seja um de seus ministros mais destacados, um indício de que haverá pronta trocas no executivo.

Um destes ministros, Panos Skurletis, titular de Energia e Meio Ambiente, que costuma dificultar as privatizações e muitas reformas impostas pelo programa de ajustes que acompanha o resgaste, se descartou para este posto. Porém, os meios gregos comentam que possivelmente Tsipras pensava em quando em seu discurso pronunciou duas frases moldantes: "É mais importante para um mebro do partido ser eleito membro da secrtária política que ser ministro" e "os cargos ministeriais não se concedem com critérios permanentes".

Tsipras plantou em sua segunda intervenção no sábado neste congresso que espera que se consiga "uma redução significativa da dívida pública grega" e romper o "círculo vicioso" de dívida, recessão e austeridade. Também prometeu que nos próximos meses dará a batalha para evitar que os direitos laborais sejam recortados, como pretende o Fundo Monetário Internacional, e qlcançar que os creedores cumpram sua palavra de aliviar a dívida.

A distância entre discurso e realidade

Sem embargo, resultam como mínimo hipócritas tais declarações frente ter aplicado a rodo os pedidos de ajuste da Troika (BCE, Comissão Europeia e FMI) sobre o povo grego. Há somente duas semanas, houve uma ferroz repressão com gases lacrimogêneos e balas de borracha a aposentados que reclamam do corte de pensões,

O país heleno vem sendo cenário de enormes mobilizações e greves gerias, assim como de fortes lutas setorias, sobretudo os trabalhadores da saúde, educação, os estivadores e os do transporte. Estes protagonizaram fortes lutas contra a privatização do serviço acordado por Tsipras e as instituições da Troika.

As promesas de Syrisa a sua chegada ao governo de terminar com os planos de "austeridade", resultaram ser "papel molhado", o melhor dito, serem terríveis cortes e entrega aos planos de Merkel e da Troika, Frente ao discurso e a pressão de "alcançar a confiança nos sócios europeus", primeiro, e de evitar o "Grexit" depois, o governo "anti-austeridade" de Tsipras se converteu em pouco tempo em um governo que implementava os piores ajustes, recortes e privatizações.
A luta pela anulação da dívida grega é o único caminho realista, como primeiro passo, frente a crise social da Grécia. Embora, tanto, o neo-reformismo, já mostrou seus limites.




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