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IESA demitiu mais de 700 e é citada pela Lava-Jato

IESA, empresa metalúrgica de Araraquara, demitiu mais de 700 e é citada em vários esquemas de corrupção investigados pela Lava-Jato

segunda-feira 24 de outubro| Edição do dia

Empresa de metalurgia IESA, sede Araraquara, colocou sobre as costas de seus trabalhadores, o peso da “crise financeira” que vem passando. Atacou os trabalhadores através de demissões, atraso de salários, falta de pagamento de férias, FGTS e de valor rescisório. Da recuperação judicial feita pela empresa até hoje são mais de 700 demissões. Veja aqui. Funcionários tem 2 ou 5 salários atrasados, outros estão com 6 anos de fundo de garantia atrasados.

O nome da empresa é citado em escândalos de corrupção conhecidos no Brasil inteiro. Veja aqui. Aparece em lista de investigação do cartel do Metrô de SP, a empresa é citada em esquemas de corrupção que são alvo da Operação Lava-Jato.

A História da empresa não é das melhores: A Petrobras firmou, em 2012, um contrato de US$ 720 milhões com a Iesa, no Polo Naval do Jacuí, na cidade de Charqueadas (a 60 quilômetros de Porto Alegre), para a fabricação de módulos de compressão que serão usados nas plataformas replicantes do pré-sal, muitas delas produzidas no porto da cidade gaúcha de Rio Grande. A situação piorou quando o Grupo Inepar, que controla a IESA, entrou com pedido de recuperação judicial, no dia 29 de agosto.

Em 2015, setempro os atrasos no pagamento relativo. IESA decretou férias coletivas para 800 trabalhadores sem respeitar o tempo mínimo de notificação exigido por lei, de duas semanas.

Houve também o fechamento de acordo da IESA com a Andrade Gutierrez, empresa que delatou esquema de corrupção através da usina de Belo Monte que tinha como objetivo o favorecimento da campanha eleitoral da ex-presidenta Dilma, para dar continuidade na construção dos módulos de compressão para plataformas da Petrobras.

Em delação premiada, o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, afirmou que as empreiteiras Queiroz Galvão, IESA e Camargo Corrêa tomaram conhecimento e aceitaram pagar, junto com a sua empresa, R$ 2,4 milhões de caixa 2 para a campanha à reeleição do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006.

A empreiteira Queiroz Galvão foi líder de consórcio responsável pela construção da plataforma P53 da Petrobras junto com a Camargo Corrêa, IESA e UTC. Dilma Roussef participou da cerimônia de assinatura do contrato de construção das plataformas P-75 e P-77, realizada no Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS). Um dos presidentes da IESA no Sul do Brasil (Veja aqui: http://www.esquerdadiario.com.br/Sindicancia-aberta-sobre-o-Badesul-da-ma-gestao-as-demissoes-em-massa), Valdir Lima Carreiro, preso na Lava-Jato, o presidente da Petrobras, Graça Foster, do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e de políticos da região também estavam presentes na cerimônia.

O lobista Zwi Skornicki, que foi preso em fevereiro pela Operação Lava Jato sob acusação de pagar propina em contratos da Petrobras, disse que deu US$ 4,5 milhões para caixa dois de Dilma em 2014. Parte desse dinheiro foi doada pela IESA. O ex-senador Delcídio Amaral disse em delação premiada, que Edinho Silva (PT), antigo ministro de Comunicação Social e ex-tesoureiro da campanha da presidente Dilma em 2014 e eleito para assumir o cargo de prefeito de Araraquara em 2017, lhe propôs um esquema para saldar R$ 1 milhão de dívida de campanha eleitoral.

Em 2010, Edinho Silva, Barbieri e Delcídio se encontraram para prestigiar a abertura do primeiro laboratório de turbinas hidráulicas do Brasil, construído na unidade fabril da IESA/Araraquara, totalizando o investimento de R$ 15 milhões.




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