Economia

IBGE: um terço dos jovens desempregados. Nos preparemos para maiores ataques

Ao contrário do que o governo golpista prometeu com a reforma trabalhista, taxa de desemprego sobe em todo o país em 2018. Na juventude a taxa chega a 28%.

sexta-feira 18 de maio| Edição do dia

Foto: Danilo Verpa

No ano passado, o governo golpista de Michel Temer aprovou a Reforma Trabalhista, que retirava uma série de direitos conquistados pelos trabalhadores e modificava a relação entre empregado e empregador, tornando-a muito mais favorável para os empresários. Descarregando assim, o preço da crise econômica que assola o país nas costas dos trabalhadores.

Porém, ao contrário do que o governo golpista prometeu, a taxa de desemprego no país só aumentou com a reforma. Segundo dados do IBGE, a taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2018 está em 13,1%, em comparação ao 4º trimestre de 2017, a taxa de desemprego subiu em todo o país.

A taxa de desemprego no Nordeste foi a que mais subiu, chegando a 15,9% este ano, mais que a taxa nacional. Em seguida vem o sudeste, que tem a maior concentração populacional do país em que há 13,8% de desempregados. Na região Norte o desemprego chegou aos 12,7%, no Centro-Oeste ficou em 10,05% e no Sul 8,4%, isso apenas no 1º trimestre de 2018.

A crise econômica é bastante profunda e todas as medidas tomadas pelo governo vem no sentido de tentar salvar os empresários e banqueiros dela, retirando diretos, precarizando as condições de vida, além de cortar investimentos na educação e na saúde.

O programa que os setores golpistas da burguesia querem para o país, aprofundando muito os ataques, mostra a dificuldade para conquistar apoio, como se mostra em cada pesquisa eleitoral. Ao mesmo tempo o PT, mesmo que adotando outro discurso, promete "responsabilidade fiscal", ou seja, seguir honrando o pagamento da dívida, organizando a economia nacional para este saque imperialista enquanto atacam nossos direitos.

Os problemas estruturais do país, vísiveis em cada nova estatística, mostram como ao contrário do que a mídia tanto falou, o pior da crise ainda não passou. Precisamos nos preparar para maiores ataques e a necessária resposta dos trabalhadores.




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