Economia

DESEMPREGO

IBGE: 277 mil empresas eliminaram vagas; 52,6% delas demitiram até 25% dos funcionários

Na primeira quinzena de agosto, 277 mil empresas reduziram a quantidade de empregados em relação à quinzena anterior, sendo que 52,6% delas demitiram até 25% dos trabalhadores. Os dados são da Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas, que integram as Estatísticas Experimentais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

terça-feira 15 de setembro| Edição do dia

Imagem: Arquivo Agência Brasil

Na primeira quinzena de agosto, 48,8% das empresas em funcionamento não tiveram alteração significativa na sua capacidade de fabricar produtos ou atender clientes, mas 33,7% relataram dificuldades.

Quanto ao acesso aos fornecedores, 42,4% não perceberam alteração significativa, mas 47,6% tiveram dificuldades.

Cerca de 44,9% das empresas em funcionamento reportaram dificuldades em realizar pagamentos de rotina na primeira quinzena de agosto, enquanto 49,7% consideraram que não houve alteração significativa.

Entre as empresas em funcionamento, 32,3% mantiveram funcionários em trabalho domiciliar (teletrabalho, trabalho remoto e trabalho à distância), e 15,3% anteciparam férias dos empregados.

Uma fatia de 30,6% das empresas declarou ter alterado o método de entrega de seus produtos ou serviços, enquanto 13,2% lançaram ou passaram a comercializar novos produtos ou serviços na primeira quinzena de agosto.

Entre as companhias em atividade, 32% adiaram o pagamento de impostos e 10,9% conseguiram uma linha de crédito emergencial para o pagamento da folha salarial.

O IBGE também realiza mensalmente a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua, a PNAD-Contínua. Ela mede variáveis de trabalho, educação, renda e moradia. É por meio dela que sabemos que 15% dos brasileiros não têm água encanada nem para lavar as mãos em suas casas, uma medida básica em meio à pandemia.

Os dados do 2º trimestre de 2020, finalizado em junho, estimam em 12,8 milhões de pessoas sem trabalho e procurando por um (os ‘desocupados’, no termo técnico). Junto a esses desocupados estariam outros 13,5 milhões de trabalhadores que ou desistiram de procurar emprego ou que até procuraram, mas não poderiam começar a trabalhar imediatamente por não terem condições, sejam por problemas de saúde, sejam porque não há creche para os filhos, etc. Ainda há um contingente importante de 5,6 milhões de trabalhadores que estão trabalhando e poderiam trabalhar mais mas não têm a oportunidade de fazê-lo. Esses 31,9 milhões de trabalhadores que queriam trabalhar mas não conseguem compõem a “subutilização da força de trabalho”.

Para saber mais: O avanço do desemprego e da precarização no Brasil em crise




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