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CORONAVÍRUS

Hospital de rede privada onde já teve 5 mortes pelo Coronavírus, oculta casos suspeitos

Um dos hospitais da rede Prevent Senior, o Sancta Maggiore, onde estava internada a quinta vítima por Coronavírus em São Paulo, estava subnotificado casos suspeitos de Coronavírus, conforme informa Secretaria Municipal de Saúde ao realizar ontem (19) inspeção epidemiológica no local. Sem um plano sério de combate a crise, governos permitem que os interesses dos hospitais privados estejam acima dos interesses de toda a população, especialmente em momentos excepcionais como esse, de crise social aguda.

sábado 21 de março| Edição do dia

O hospital da rede Prevent Senior, que acumula óbitos por coronavírus, sofreu inspeção de órgão da prefeitura de São Paulo que identificou a absurda subnotificação no Sancta Maggiore. É, no mínimo, bastante absurdo que o hospital não torne pública as informações sobre o número de pacientes suspeitos de carona, numa crise dessa magnitude e depois de termos visto como, a exemplo da China, a falta de informação ser um importante catalisador da crise.

Esse tipo de absurdo só acontece por que o Governo Bolsonaro não está fazendo testes massivos e gratuitos para toda população, mantendo a política totalmente ineficiente de só testar aquelas com sintomas mais graves. O que é muito absurdo já que existem casos assintomáticos que podem não levar à consequências mais graves, como óbito da pessoa, mas são, com certeza, vetores de transmissão!

Difícil de imaginar, mas há quem esteja lucrando ou protegendo seus lucros com a crise do Coronavírus e com os sofrimentos das maiorias trabalhadoras, já que tem se cobrado dos testes para detectar a doença o valor de 200 reais somado a recusa de diversos planos de saúde de reembolsar esse valor! Especialmente numa crise como essa, onde milhares de trabalhadores somos os primeiros a sofrer com o risco iminente da doença e com os demais efeitos dessa crise social, não podemos permitir que os interesses dos hospitais e das grandes e milionárias redes de saúde estejam acima do combate à pandemia.

Inclusive, não podemos permitir que os trabalhadores mais pobres não tenham leitos para serem tratados, nos casos mais graves, unicamente por não poderem pagar um plano de saúde. Para uma gestão eficiente, séria e igualitária de combate à crise devemos centralizar todos os leitos hospitalares disponíveis, privados ou públicos, num sistema unificado de saúde, não controlado por empresas gananciosas, nem por militantes de alta patente ou governantes burgueses, mas sim pelos trabalhadores de saúde e pela população que são aqueles que realmente estão preocupados em combater a pandemia.

Portanto, a política do governador do Estado João Dória em nada se diferencia da política do governo Bolsonaro nesta pandemia, uma vez que ambas políticas são totalmente insuficientes para uma gestão séria e eficiente da crise.




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