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Honra e glória a Heather Heyer: “Se você não está indignado, você não está prestando atenção”

quarta-feira 16 de agosto| Edição do dia

Morreu ferida enquanto protestava contra uma marcha de supremacistas brancos em Charlottesville. Nesta ação assistirão a escória dos Estados Unidos: os defensores da Ku Klux Klan, da escravidão na Guerra Civil dos Estados Unidos, os defensores de Hitler: vestidos com suásticas, raspados como neonazis.

Heyer trabalhava em um escritório. Era assistente legal, em defesa dos direitos civis nos Estados Unidos. Seu perfil no Facebook diz “Se você não está indignado, não está prestando atenção”. Foi sua última postagem. Morreu como uma antifascista. Participou de um protesto contra as ações convocadas pelos grupos neofascistas. Morreu ferida por um neofascista.

Sua amiga de infância declarou “Ela morreu fazendo o certo. Meu coração está em pedaços, mas sempre terei orgulho dela.” Neste domingo, 20 de agosto, será celebrada uma jornada em memória a ela.

O assassino James Field Jr. é um jovem neonazi natual de Ohio. A morte de Hayer despertou mobilizações em Los Angeles, Seattle, San Francisco, Pittsburgh, Denver, Nueva York, Chicago e na Casa Branca.

A hipocrisia do presidente chegou a níveis absurdos. Donald Trump escreveu no twitter uma mensagem de “condolências”. A realidade é que a partir do seu governo os setores mais conservadores e reacionários adquiriram relevância e poder.

Frente aos acontecimentos de Charlottesville é urgente levantar um grande movimento em defesa dos imigrantes, contra o muro de Trump e barrar a ofensiva direitista e os grupos neonazis. As organizações de esquerda, as de direitos humanos, os intelectuais progressistas, os sindicatos são chamados a deter essa ofensiva reacionária.




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