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ATAQUE RACISTA

Homem que esfaqueou professor da Unesp e o chamou de macaco foi solto sob fiança de mil reais

sexta-feira 22 de novembro| Edição do dia

O homem que cometeu o ataque racista, esfaqueando o professor da Unesp, Juarez Xavier, e chamando-o de macaco foi solto sob fiança hoje. O ataque racista ocorrido no dia 20 de novembro, dia da consciência negra, utilizando um canivete, perfurou o ombro e no tórax.

A fiança, de 1 mil reais, só foi possível porque o crime não foi tipificado como racismo, o que o tornaria inafiançável, e também não foi tipificado como tentativa de homicídio. Ao invés disso, a polícia tipificou o ocorrido como injúria racial e lesão corporal.

O professor Juarez Xavier, da Unesp de Bauru, é coordenador do Núcleo Negro da Unesp para Pesquisa e Extensão (NUPE) e também já foi alvo de pichações racistas dentro da própria Universidade.

Enquanto casos como este ocorrem todos os dias em todo o país, chagando ao ponto dos ataques racistas serem inflamados pelo discurso de Bolsonaro, enquanto a polícia e a justiça faz vista grossa na imensa maioria das vezes; o oposto disto se vê quando a polícia invade as favelas e comunidades, assassinando inocentes e inclusive crianças (5 mortas por balas da polícia no Rio de Janeiro este ano).

Isso só mostra como a repressão do estado serve essencialmente para a manutenção de uma estrutura racista, onde os negros ocupam os postos de trabalho mais precários, na qual uma mulher negra recebe, em média, menos da metade do salário de um homem branco e onde o desemprego entre os negros aumenta cada vez mais. Tudo para perpetuar uma exploração capitalista que nasce da escravidão e que mantém o racismo como mecanismo para expandir os lucros de uma minoria capitalista.

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