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Hoje, em SP, setor de entregadores de app realiza nova paralisação por direitos

Levantando medidas como o aumento do valores recebidos por entregas, direito a auxílio-doença para os que contraem COVID-19, o fim de bloqueios por parte dos apps, entre outras demandas, eles já tinham haviam uma paralisação no último dia 1 de julho, que mostrou uma grande força no Brasil, e foi uma paralisação internacional, que teve a adesão de entregadores de alguns países da América Latina.

terça-feira 14 de julho| Edição do dia

Hoje um setor dos entregadores ocupa as ruas de novo, concentrados na Consolação, na região central de São Paulo. O número de entregadores é menos expressivo do que no dia 1 de julho, pois os entregadores indicam que o próximo grande dia de mobilização será no próximo dia 25, que terá nova paralisação e manifestações de rua.

Como vencer essa guerra entre entregadores e Apps?

Se fala muito sobre a divisão entre setores de entregadores, tentando enfraquecer a luta. Separam as motos das bikes, separam as datas de protestos e manifestações, dividem entre quem quer falar de política e quem acha que não deve falar sobre, e enquanto isso o sindicato deveria fortalecer a luta e a unidade entre entregadores, e não a divisão.

Dentro desse movimento tem muitas visões diferentes. Mas entre os que dizem que devemos politizar e os que são contra, é importante lembrar que as empresas, os políticos e os patrões vão fazer muita política contra as demandas e a luta dos entregadores.

É hora de dar mais valor para a unidade do que pra divisão. Somar forças e usar todas as nossas armas nessa guerra pelas condições de vida de quem está trabalhando na linha de frente no meio da pandemia, sem excluir os que se colocam contra Bolsonaro.

Entregadores tem que decidir cada passo dessa luta!

Por isso, apontamos a necessidade de que os entregadores devam escolher os seus próprios representantes em reuniões e assembleias do movimento e discutir entre todos essas várias posições e opiniões, e assim decidir juntos entre todos os que lutam os próximos passos da luta. Todas as decisões têm que partir da discussão entre os entregadores feitas nesses espaços.

A direita e a extrema-direita nunca fez nada por nós. Ou melhor, fez, mas pra atacar os nossos direitos e nossas condições de vida. Bolsonaro é defensor dos patrões e das condições mais precárias de trabalho. Vale lembrar a MP 979 que ele negou, que aumentaria taxa para os entregadores. E os militares são quem seguram as pontas desse presidente e das suas medidas.

Os “opositores” não têm nada de melhor. Dória, Maia e outros governadores falam demais contra Bolsonaro, mas são os mesmos que fizeram acontecer a reforma trabalhista, que é a lei que jogou milhões de brasileiros em trabalhos precários e informas e fez cair o salário do bolso do trabalhador. Não dá pra se iludir com eles, e deles não vem nada de graça. Ou arrancamos na base de luta, ou ficamos de mão vazia.

O Judiciário é a mesma situação. O Sindimoto articulou reunião com o TRT para hoje (14). O judiciário precisa ser colocado contra a parede porque deles também não vem nada de graça. Temos que ficar de olho aberto para o que vão decidir nesta reunião e tomar as decisões em assembleia entre todos os entregadores.

O Esquerda Diário não concorda com a política do PT. Apontamos que as grandes centrais, como a CUT e a CTB, dirigidas pelo PT e PCdoB, hoje estão paralisadas, aceitando as medidas que cortam salário do trabalhador sem fazer barulho. Elas poderiam ser um grande apoio para os entregadores e ligar outras categorias com essa luta, como os metroviários, aeroviários, correios, etc.

Se unimos a classe trabalhadora podemos derrotar os ataques das empresas, enfrentar Bolsonaro e seu governo, mudar as regras do jogo desse sistema político com uma nova Constituição a favor do povo e pra fazer que a crise econômica seja paga pelos empresários e não pelos trabalhadores.




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