Política

TRANSIÇÃO CORDIAL

Haddad faz reunião com Dória em tom cordial

Depois de quase duas horas, o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e seu sucessor, João Doria, prometeram que a transição de governo será histórica, exemplar e transparente. O tucano e o petista adotaram um discurso cordial em público, mas não se pronunciaram juntos sobre o primeiro encontro após o fim da eleição. Houve um acordo para que nenhum lado da transição desse entrevista.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

sexta-feira 7 de outubro| Edição do dia

Doria agradeceu o convite de Haddad para se reunirem na sede da prefeitura e destacou que o fim da eleição no primeiro turno proporcionará um período de transição sem correria. De acordo com o tucano ’’O prefeito foi muito positivo e deixou portas abertas em todas áreas. Temos tempo suficiente para uma transição democrática, transparente e histórica pelo bom sentimento do prefeito e o nosso’’.

Já de acordo com Fernando Haddad ’’Reiteiro que será uma transição exemplar como procedemos em todo nosso governo. Haverá total transparência e espírito colaborativo e republicano’’.

A troca de dados começará pelo chamado núcleo duro do governo (secretarias de Gestão, Finanças, Negócios Jurídicos e Governo). De acordo com o cronograma acordado entre os dois, a gestão Haddad encaminhará aos assessores de Doria, até o fim deste mês, um relatório sobre as ações dessas pastas. Em novembro as equipes discutirão as áreas setoriais, como saúde, educação e transporte.

Haddad afirma que ’’O que se pretende é que não haja descontinuidade. São Paulo vai ganhar com essa transição’’.

Desde que lançou sua candidatura, João Dória afirmou que é o candidato que vai implementar as privatizações e diversas outras medidas impopulares contra a classe trabalhadora e demais setores populares da sociedade. Por trás da fala de Fernando Haddad em garantir uma transição histórica dos prefeitos, ele quer dizer que está disposto a abrir todas as contas que a prefeitura possui e também os gabinetes pra ver abrir caminho para que Dória consiga implementar estas privatizações que ele anunciou em sua campanha.

O fato é que o PT prefere manter seus acordos com a direita, chegando em muito dos casos a fazer acordos de colaboração, ao invés de travar uma luta séria através da CUT, que seja capaz de barrar os ataques de Michel Temer e João Dória.

Conforme haviamos denunciando aqui neste site, o PT fortaleceu a direita ao invés de travar um combate consequente contra os golpistas, preferiu dar continuidade aos seus acordos. Isto mostra que o PT, mesmo estando numa crise histórica, prefere negociar com estes setores reacionários.

A verdade é que os trabalhadores e demais setores populares terão que se enfrentar com as medidas de Dória, assim como lutar contra o seu governo. Para isto, é necessário que a CUT e a CTB rompam com a sua paralisia consciente e coloque em pé um plano de luta para se enfrentar contra as medidas impopulares do novo prefeito João Dória, mas também contras os ataques que estão anunciados pelos golpistas em âmbito federal.




Tópicos relacionados

Eleições 2016   /    Haddad   /    São Paulo (capital)   /    Política

Comentários

Comentar